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Estado de Minas

Sobe para 34 número de casas interditadas às margens da BR-356

A Urbel disse que o aumento do número foi uma indicação do DEER/MG, que pretende abranger uma área maior para as obras. Famílias ainda não foram notificadas


postado em 19/03/2018 17:15 / atualizado em 20/03/2018 08:59

Moradores retiraram pertences dos imóveis nesta manhã (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Moradores retiraram pertences dos imóveis nesta manhã (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)


O número de imóveis interditados às margens da BR-356, na Vila São Bento, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, subiu hoje de 22 para 34. De acordo com a Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), o número cresceu por indicação do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), que pretende abranger área maior para os trabalhos de recomposição da pista. Nas redes sociais, fala-se em risco de desabamento da via nos dois sentidos. DEER nega a possibilidade.

A remoção de famílias se deve ao abatimento de um trecho do asfalto na BR-356, entre os bairros Belvedere e Santa Lúcia, no sentido Rio de Janeiro, entre o trevo do Belvedere e a Rua Medusa, onde ficam um supermercado, uma concessionária de veículos e um posto de gasolina. Na semana passada, a Defesa Civil da capital constatou indícios de movimentação de parte da cortina atirantada (barreira de concreto vertical que dá sustentação a encostas). Para trabalhar na contenção, é preciso que as pessoas que moram próximo ao muro saiam do local.

As famílias ainda não receberam o documento da Justiça que determina saída em até 48 horas. Dos 34 imóveis interditados, 30 têm moradores. Quatro famílias já se mudaram e havia expectativa de que uma quinta deixasse sua casa temporariamente ainda nesta segunda-feira. Outras duas estão em residências de parentes, restando 25 famílias. No entanto, as casas não foram dadas como desocupadas, pois os móveis ainda estão na área de risco. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está oferecendo seis meses de bolsa moradia, um caminhão de mudanças e um local para que elas possam guardar os pertences no período de intervenções.

Por meio de nota, o DEER/MG informou que começou os trabalhos emergenciais e monitora a situação. “O DEER/MG vem notificando a Defesa Civil que a ação efetiva de recuperação passa, obrigatoriamente, pela retirada imediata dos moradores que residem na base da cortina atirantada, o que permitirá a necessária movimentação de equipamentos e trabalhadores e, consequentemente, a execução dos serviços de estabilização da estrutura, buscando evitar o colapso da mesma”, afirmou. Acrescentou que duas das quatro faixas da via, no sentido RJ, permanecem fechadas por segurança.

Próximo dali, técnicos da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi) estiveram nesta manhã na Rua Eclipse, no Bairro Santa Lúcia, também na Região Centro-Sul, para avaliar a cratera que se abriu no local no fim da semana passada e aumentou nos últimos dias. A primeira avaliação dava conta de um buraco de três metros de profundidade e quatro de diâmetro, mas as chuvas de sexta-feira pioraram a situação. De acordo com a assessoria da pasta, a Gerência de Infraestrutura Urbana da Regional Centro-Sul está tomando providências para dar início à recomposição imediata da via. Até a conclusão dos trabalhos, o trecho permanecerá interditado. Uma rede da Copasa também foi atingida, mas a manutenção já foi concluída. *Estagiário sob a supervisão do editor Roney Garcia

 

Risco de ruptura


O presidente da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), Claudius Vinicius Pereira, afirmou hoje, em entrevista ao MGTV 2ª Edição, que o paredão da BR-356 pode desmoronar. “Existe um processo de aceleração agora e isso indica que o momento da ruptura se aproxima. Se as chuvas continuarem, as chances de isso acontecer aumentam”, alertou.

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