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Estado de Minas

Bombeiros fazem vistoria em local onde ônibus caiu em córrego, deixando cinco mortos e 18 feridos

Acidente aconteceu na noite deste terça-feira na Região do Barreiro. Um carteira de identidade foi encontrada no leito do curso d'água onde o ônibus parou


postado em 14/02/2018 07:50 / atualizado em 14/02/2018 08:29

Ônibus quase passou por cima de córrego depois de descer rua desgovernado(foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
Ônibus quase passou por cima de córrego depois de descer rua desgovernado (foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
Militares do Corpo de Bombeiros estão novamente no local do grave acidente que deixou cinco pessoas mortas e 18 feridas na noite desta terça-feira no Bairro Mangueiras, Região do Barreiro, em Belo Horizonte.

Segundo a corporação, o objetivo do retorno ao local na manhã de hoje é fazer uma análise da cena do acidente, além de fazer uma varredura do local. Uma carteira de identidade de Thiago Augusto Silva, 16 anos, foi encontrada dentro do leito do córrego onde o coletivo parou.

Um ônibus da linha 305 (Estação Diamante/Mangueiras) ficou desgovernado na Rua José Luiz Raso e desceu quase 500 metros sem controle até que subiu em uma calçada e praticamente decolou sobre um córrego, parando sobre o curso d'água com a frente do coletivo apoiada no muro de arrimo do outro lado do canal.

Ver galeria . 11 Fotos Acidente com veículo da linha 305 foi às 19h15 desta terça-feira no Bairro Mangueiras. Motorista está entre as vítimas fatais Leandro Couri/EM/D.A press
Acidente com veículo da linha 305 foi às 19h15 desta terça-feira no Bairro Mangueiras. Motorista está entre as vítimas fatais (foto: Leandro Couri/EM/D.A press )

Ainda segundo os bombeiros, esse trabalho é de praxe após ocorrências que acontecem no período noturno. O objetivo é tentar localizar pertences de vítimas que possam estar debaixo de ferragens ou em locais de difícil acesso e visualização durante a noite. O ônibus foi removido nesta manhã.

PROTOCOLO DE CATÁSTROFES ACIONADO

De acordo com o médico Alecsander Senna Perez, do Samu, diante da gravidade do acidente, a Rede de Saúde foi acionada e colocou em ação o Plano de Catástrofe. Ao todo, 18 feridos deram entrada nos hospitais João XXIII, Odilon Behrens e Risoleta Neves. Desses, quatro estavam em estado grave, com risco de morrer, entre eles um adolescente que teve um dos braços dilacerados. Dos feridos, 11 foram atendidos por equipes do Samu ou dos Bombeiros. Os outros sete foram levados aos hospitais por pessoas que estavam no local. A notícia de que havia um bebê de colo entre as vítimas não foi comprovada.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) soltou um boletim em que confirma a entrada de nove feridos no João XXIII, dos quais três em estado grave. As outras seis vítimas estão estáveis, mas cinco delas precisaram de procedimentos cirúrgicos

Entre os cinco mortos estão o motorista Marcio João de Carvalho, de 60 anos, e quatro mulheres, cuja identidade ainda não foi fornecida de maneira oficial pelo Instituto Médico Legal (IML).

MORADORES RELATAM COMO FOI SOCORRO ÀS VÍTIMAS

Vários moradores da região ajudaram a socorrer as vítimas. A babá Eliane Rodrigues, que mora próximo ao local do acidente, conta que ouviu o estrondo e, quando saiu de casa, viu vários moradores correndo em direção ao córrego. "Foi uma coisa terrível, pessoas mutiladas, com vários cortes e fraturas. Pelo menos 10 feridos estavam deitados na rua, todos muito assustados e pedindo por socorro. Foi difícil ver as pessoas sofrendo e nada poder fazer. Eu apenas orei para que elas sofressem menos”, disse Eliane.

Da mesma forma, o engenheiro Clayton Goulart, de 39 anos, disse que ouviu o estrondo e na sequência uma gritaria. “Foi por volta das 19h15, eu estava em casa e ouvi um estrondo. Fui ver e não acreditei que o ônibus tinha caído no córrego. Corri para socorrer as pessoas, mas não deu para fazer muita coisa. Quando os Bombeiros e o Samu chegaram, as pessoas começaram a ser levadas para os hospitais. Acho que tinha pelo menos 20 passageiros no ônibus, mas não deu para ver muita coisa”, relatou Goulart.

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