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Estado de Minas

Confirmada 3ª morte por febre amarela em BH; Juiz de Fora registra a 1ª

Ele era morador da Região Oeste da capital. Investigação epidemiológica apontou que a contaminação ocorreu em sítio na região metropolitana


postado em 26/01/2018 18:45 / atualizado em 27/01/2018 07:19

Muitas pessoas que ainda não se vacinaram estão procurando os postos de saúde de Belo Horizonte para atualizar o cartão(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Muitas pessoas que ainda não se vacinaram estão procurando os postos de saúde de Belo Horizonte para atualizar o cartão (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Mais três mortes de pacientes com febre amarela em Minas Gerais foram confirmadas nesta sexta-feira pelas secretarias municipais de Belo Horizonte e Brumadinho, região metropolitana, e Juiz de Fora, na Zona da Mata. Agora, somando aos números do último balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), já são pelo menos 28 óbitos devido à doença no estado, e 47 casos comprovados por exame laboratorial. No ano passado, quando foi registrado o maior surto da enfermidade em Minas, foram atestados 475 pessoas infectadas, com 162 mortes.

O avanço da doença na Região Metropolitana de Belo Horizonte não se limita à capital mineira. Em Nova Lima já foram confirmados seis óbitos de pacientes com a doença, dois em Brumadinho e um em Caeté, Mateus Leme e Rio Acima. No fim da tarde, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de BH confirmou o terceiro óbito por febre amarela de moradores do município. Trata-se de um homem, de 42 anos, morador da região Oeste da capital, sem registro de vacina e que estava internado em hospital público. A morte ocorreu no último dia 22 e o resultado laboratorial foi liberado hoje. A transmissão da doença não ocorreu na capital, mas, segundo a investigação epidemiológica, em um sítio de outra cidade da Grande BH.

A SMSA recebeu a notificação da suspeita de febre amarela um dia antes do óbito e imediatamente executou ações de zoonoses e intensificação vacinal. Foram realizadas vistorias detalhadas para retirada de focos do mosquito Aedes aegypti em imóveis próximos à residência da vítima, inclusive com aplicação de inseticida, além de busca ativa para identificar pessoas que ainda não se vacinaram. A Secretaria Municipal de Saúde alerta sobre a necessidade da vacinação, principalmente para aqueles que vão para áreas de sítios, chácaras e região de matas silvestres. A imunização deve ser feita com 10 dias de antecedência. Uma única dose é suficiente para garantir proteção para a toda a vida.

Os 152 centros de saúde de Belo Horizonte estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela. A vacinação é feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A capital atingiu a cobertura vacinal de 88%. Só este ano, mais de 134 mil pessoas já foram vacinadas.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)
ZONA DA MATA Em Juiz de Fora, durante coletiva à tarde, a secretária municipal de Saúde, Beth Jucá, confirmou a primeira morte pela febre amarela na cidade. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica local, foram internados nos hospitais da cidade 28 pacientes suspeitos da doença, sendo oito casos de moradores da cidade e 20 vindos de municípios vizinhos. Além do óbito comprovado pela febre, outros quatro pacientes morreram com sintomas da enfermidade. Na Zona da Mata, foram registrados casos fatais de pessoas com a febre, em Barra Longa, Goianá, Mar de Espanha, Porto Firme e Viçosa.

A mobilização nos hospitais de Minas Gerais para atendimento de casos suspeitos e confirmados de febre amarela no estado tem levado À abertura de novos leitos via Sistema Único de Saúde (SUS). Depois que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicou resolução em que libera R$ 1,5 milhão para que os municípios solicitem novos leitos tanto de clínica médica quanto de unidade de tratamento intensivo (UTI), hospitais de Belo Horizonte e Barbacena (Campo das Vertentes) já ganharam mais 26 leitos. A previsão é que as duas cidades viabilizem outros 35 em suas unidades hospitalares no curto prazo. Hoje, aumentou para 162 o número de cidades mineiras em situação de emergência devido à doença.

A ampliação dos atendimentos é reflexo do surto que, pelo segundo ano consecutivo, atinge Minas Gerais e já provocou, oficialmente, 25 mortos, número que pode subir a qualquer momento, já que outros 12 óbitos estão sendo investigados. O último boletim epidemiológico do estado, divulgado no início da semana, aponta ainda que 22 pacientes que estão internados ou já tiveram alta e também tiveram diagnóstico positivo para a doença. Outros 87 que já saíram do hospital ou seguem recebendo cuidados médicos estão sendo analisados. (Com Larisa Ricci e Guilherme Paranaíba) 

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