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Estado de Minas

Mulher é atingida na cabeça por bala perdida em réveillon de bar no Buritis

O ferimento pode ter sido causado por disparo que teria sido feito do alto de um dos prédios da Avenida Aggeo Pio Sobrinho


postado em 02/01/2018 11:49 / atualizado em 02/01/2018 15:23

Uma mulher foi baleada na cabeça na madrugada desta segunda-feira, logo após a virada do ano, em um bar no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte.
 
O projétil que atingiu a funcionária pública Paula Puntel Candiotto de Carvalho, de 32 anos, pode ter sido disparado para o alto em um ato irresponsável e criminoso de comemoração do Ano Novo.
 
A vítima foi socorrida por amigos para o Hospital João XXIII, onde passou por cirurgia. Ela teve alta nesta manhã de terça-feira e está em repouso em casa.

O caso veio a público através de uma amiga da vítima, que estava no local, e fez um relato na página dela do Facebook. Por telefone, a mulher, que preferiu não ter o nome citado, contou à reportagem do em.com.br que eles estavam em três casais comemorando a passagem de ano no bar. 

"Escolhemos ir passar o réveillon num lugar tranquilo. Tinha música ao vivo, muitas crianças e idosos no local. Tínhamos acabado de estourar um champanhe, quando ela sentiu uma dor na cabeça e já caiu no colo do marido dela. Ela ficou meio desacordada", relatou a testemunha, que está grávida de 7 meses.

Ainda sem entender o que tinha acontecido, um dos amigos passou a mão na cabeça dela pra tentar identificar o objeto que a atingiu e encontrou o projétil. "Meu marido encontrou a bala no topo da cabeça dela. Estava fincada pela metade, mas não sangrava" relatou. Desesperados, eles saíram às pressas com a mulher pro Hospital João XXIII. "Ela foi chorando de dor no banco de trás do nosso carro, mas não sabia o que tinha acontecido", disse . 

No hospital, a mulher ferida foi encaminhada para sala de cirurgia. A bala foi retirada da cabeça e ela ficou internada até a manhã desta terça-feira.

Ainda em estado de choque, a amiga da vítima se diz revoltada com situação, já que o autor do disparo não foi identificado e vai ficar impune. " Queria muito divulgar isso para que haja conscientização. As pessoas não podem fazer isso, meu Deus do céu. Que mundo é esse?" desabafou. 

Em contato com a Polícia Civil, a corporação informou que uma ocorrência foi registrada na Polícia Militar na madrugada do dia primeiro de janeiro e o fato teria ocorrido às 1h. 


Projétil foi confundido com rolha de espumante 

 
O marido de Paula Puntel, um servidor público de 32 anos que pediu para ter a identidade preservada, disse ao em.com.br nesta manhã de terça-feira que, no momento em que a esposa foi atingida, as pessoas que estavam na mesa com o casal desconfiaram que a rolha de um espumante teria acertado a cabeça da mulher. 

“Estava tendo música ao vivo e, na mesma hora que o garçom abriu uma garrafa de espumante, coincidiu com o barulho do disparo e até achamos que poderia ter sido a rolha do espumante, mas o garçom disse que abriu a garrafa em outra direção. Aí começamos a desconfiar e ela ficou tonta e desacordada”, relatou. 

Ainda assustado com o ocorrido, o servidor contou que a esposa foi levada por ele ao João XXIII e que não sofreu consequência grave após o disparo. “Ela está calma e tranquila, foi uma sensação muito ruim e ela deu muita sorte porque poderia ter sido muito mais graves. Os exames estão ótimos e não vai ser preciso nenhum outro procedimento. A bala chegou a perfurar a cabeça dela, mas parou no osso e não atingiu o cérebro.”

Os responsáveis pelo bar em que o casal estava quando Paula Puntel foi atingida se disponibilizaram a ceder as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para as investigação da Polícia Civil. “Os donos (do bar) foram ao hospital e disseram que iam tentar ver nas câmeras, mas é muito difícil porque os tiros vieram do alto”, explicou o marido da vítima que reclamou da atitude irresponsável do autor do tiro. 
 
“É complicado. A gente estava em uma festa de celebração em um local totalmente familiar. E hoje em dia nem isso podemos fazer, a gente fica sujeito a violência de pessoas ignorantes que fazem isso sem pensar nas consequências,” lamentou.  
 

Polícia vai investigar a autoria do disparo  


No boletim de ocorrência registrado junto à Polícia Militar, um homem, que não foi identificado, confirmou a versão que foi publicada nas redes sociais. De acordo com as informações registradas na ocorrência, Paula estava sentada em uma mesa com amigos no Miguelito Bar e Restaurante, na Avenida Aggeo Pio Sobrinho, quando um estampido foi escutado e a mulher atingida. 

Ainda conforme relato da testemunha à PM, a funcionária pública se queixou de dores, mas não teve sangramentos. Disse ainda que amigos resgataram a mulher ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII. O tiro, segundo a ocorrência, teria sido disparado de um dos prédios da região.

A autoria do disparo que atingiu Paula Candiotto e a dinâmica da ocorrência serão apuradas pela Polícia Civil. 
 
*Sob supervisão do editor Benny Cohen

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