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Estado de Minas

Preso homem suspeito de induzir enteado a se matar em Juiz de Fora

caso está em investigação e homem pode ainda responder por estupro de vulnerável e cárcere privado


postado em 19/12/2017 22:28

Suspeito foi preso depois de decreta sua prisão pela Justiça(foto: Leonardo Costa/Tribuna de Minas)
Suspeito foi preso depois de decreta sua prisão pela Justiça (foto: Leonardo Costa/Tribuna de Minas)
As investigações de policiais civis de Juiz de Fora, na Zona da Mata, sobre uma suposta indução de um adolescente ao autoextermínio, pode apontar para uma situação ainda mais grave, de estupro de vulnerável e cárcere privado, praticado por um homem de 46 anos. O suspeito foi preso na segunda-feira depois de decretada sua prisão pela Justiça. Padrasto do rapaz, ele teria constrangido o enteado, que morreu depois de saltar do terraço da casa onde morava ainda com sua mãe e a irmã de 12 anos.

De acordo com informações do jornal Tribuna de Minas, de Juiz de Fora, as apurações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher apontam que o suspeito agia de forma perversa e macabra, principalmente com os enteados. Vídeos recuperados pela perícia no celular do homem, revelam que o adolescente foi obrigado a fazer cenas promíscuas, ficando apenas de calcinha e em posições constrangedoras, dando ênfase à sua genitália. Os órgãos sexuais também são focados em outra gravação perturbadora, com o jovem já morto e costurado após a necrópsia.

A delegada Ione Barbosa, responsável pelo caso, solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi detido no imóvel em que morava com a família. Um enteado do homem, de 18 anos, que saiu de casa, em depoimento garantiu que seu padrasto dormia com sua irmã, de 12, todas às noites. Porém, mãe e filha defendem o suspeito, que exerceria um poder sobre elas, uma espécie de lavagem cerebral. A grande quantidade de calmantes encontrada na casa, levantou suspeita de que a mulher e a criança estaria sendo dopadas, para não reagirem aos abusos.

De acordo com as apurações, o casal se conheceu depois que a mulher ficou viúva, e passou a fazer dança de salão, tendo o suspeito como seu professor. Ao ser intimado, depois de uma denúncia anônima, de que ele teria induzido o enteado à morte, o homem foi ouvido, negou todas as acusações e afirmou que apenas protegia sua família, mantendo todos longe do convívio social.

De acordo com a delegada Ione Barbosa, as vítimas seriam agredidas física e psicologicamente pelo padrasto e companheiro. “Ele tinha controle absoluto sobre elas.” Apesar de toda a experiência profissional, a policial ficou chocada com o caso. “Ele gravou o adolescente em situações vexatórias. Ele aparecia de calcinha, dançando, enquanto o investigado filmava. Em outros vídeos, o rapaz aparece totalmente dopado falando em promiscuidade. Diante disso, vimos a personalidade do homem, agressiva e conturbada, e requeremos a prisão dele. O Ministério Público deu parecer favorável, e o juiz decretou a temporária. Ele solto era uma ameaça às testemunhas e à integridade física da família.” O suspeito está no Ceresp de Juiz de Fora à disposição da Justiça. 

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