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Estado de Minas

Faxineira é indiciada por estupro de meninas de 4 anos em escola na Pampulha

Pais relatam que mulher, que foi afastada, ameaçava expulsar a filha da escola caso ela contasse o que estava acontecendo


postado em 31/08/2017 09:29 / atualizado em 31/08/2017 13:19

Uma funcionária de uma escola infantil do Bairro Itapoã, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi indiciada por estupro. As vítimas são duas crianças de apenas 4 anos. A investigação da Polícia Civil durou vários meses e a acusação veio na semana passada, com a conclusão do inquérito. Veja a reportagem da TV Alterosa (acima).

Segundo a mãe de uma das meninas, a mulher se apresentava com diretora da escola e fazia várias ameaças. “Se você contar para sua mãe, você vai ser expulsa do colégio”, dizia a faxineira. Os pais da outra criança também relataram os abusos. “Ela (vítima) começou a falar que não gostava a escola. Ela falava que ela dava doce para ela, chocolates, para acontecer aquilo”, informou.

Os pais das duas crianças entraram com uma ação na Justiça e também procuraram a Polícia Civil. Um inquérito foi instaurado pela delegada Ana Patrícia Ferreira, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). No documento, os exames de corpo de delito das vítimas deram positivo para os abusos. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público (MPMG).

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que ela foi indiciada por estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-a, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A mulher não foi presa. Se condenada, ela pode pegar de oito a 15 anos de prisão.

A faxineira trabalhava na escola infantil há pelo menos seis anos. O advogado da instituição, Marcelo Mantuano, alegou que o colégio seguiu os protocolos diante da acusação. “Afastamento imediato da funcionária, prestou toda a colaboração para a investigação. A escola tem todo o interesse para que essa conclusão se dê o mais breve possível”, disse.

O inquérito agora aguarda manifestação do Ministério Público. Se a denúncia for oferecida à Justiça, a faxineira irá a julgamento. 

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