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Estado de Minas

Metroviários de Belo Horizonte decidem por greve no início de setembro

Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira a categoria decidiu parar a partir do dia 11 por tempo indeterminado


postado em 29/08/2017 19:10 / atualizado em 29/08/2017 19:37

(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Os metroviários de Belo Horizonte ameaçam a cruzar os braços no início de setembro. Os trabalhadores estão insatisfeitos com a negociação salarial. Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira a categoria decidiu parar a partir do dia 11 por tempo indeterminado. Porém, a decisão ainda será avaliada em um novo encontro marcado para a próxima terça-feira.

Os metroviários cobram um reajuste salarial de 12,29% e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), segundo eles, não oferece nenhum índice à categoria. O último reajuste concedido a categoria foi em 2016, quando os vencimentos foram elevados em 8,28%.

Segundo Robson Zeferino, da diretoria jurídica do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindmetro/MG), a categoria definiu pela paralisação. “Decidimos a greve por tempo indeterminado a partir de 11 de setembro. Vamos fazer uma nova assembleia em 5 de setembro para ratificar a decisão”, afirmou.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) teve conhecimento da realização de assembleia para deliberar sobre a paralisação do sistema em Belo Horizonte. No entanto, por meio de nota, esclareceu que a "CBTU participou das três rodadas de negociações do acordo coletivo em diferentes unidades. Por orientação do Diretor-Presidente José Marques todas as cláusulas sociais foram mantidas, havendo apenas divergência no índice de reajuste salarial, uma vez que a empresa não opina sobre questões financeiras".

Devido a este fato, por decisão conjunta entre as partes (CBTU e Sindicatos), a questão foi levada a dissídio coletivo, sendo agora de competência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). "A CBTU aguarda, então, a decisão judicial, reforçando assim seu caráter democrático de diálogo com entidades de classe e respeito às instituições", afirma a nota.

Contudo, "a CBTU recebe com surpresa a decisão de uma única superintendência de aderir a greve, uma vez que a Companhia nunca se opôs a negociar todas as cláusulas sociais, a que de fato a empresa tem o poder de arbitrar", completa. 

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