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Estado de Minas

Crianças que queimavam plástico começaram incêndio no Parque do Rola-Moça

Fogo que destruiu vegetação e ameaçou área onde é captada água para BH começou com crianças que queimavam plástico e exigiu quatro horas de combate


postado em 25/08/2017 06:00 / atualizado em 25/08/2017 07:53

Chamas começaram perto de casas no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, e se alastraram até áreas de difícil acesso em paredões na serra(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Chamas começaram perto de casas no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, e se alastraram até áreas de difícil acesso em paredões na serra (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Uma brincadeira entre crianças provocou um grande prejuízo ambiental ontem no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, unidade de conservação na porção Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Moradores do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, disseram que o incêndio que devastou grandes porções de mata começou com alguns garotos que queimavam plástico. O resultado mobilizou mais de 50 pessoas, entre bombeiros e brigadistas que, depois de aproximadamente quatro horas de combate, conseguiram apagar as chamas que ameaçaram o manancial Catarina, usado pela Copasa para a captação de água. A área consumida pelas chamas ainda será mensurada pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF).

As chamas tiveram início por volta das 12h40, perto de casas no Bairro Jardim Canadá. Moradores acionaram o Corpo de Bombeiros e fizeram a denúncia. “As informações passadas pelos moradores dão conta de que crianças brincavam de queimar plástico em uma área. Em seguida, começou o incêndio”, explicou o major Anderson Passos, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros.


Duas linhas de fogo destruíram a vegetação. As chamas foram combatidas por 38 bombeiros e 16 brigadistas da Copasa, do IEF e da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda). Duas aeronaves auxiliaram nos trabalhos, que foram feitos com abafadores e bombas costais. Por volta das 17h40 as chamas foram extintas. Mesmo assim, o trabalho de rescaldo ainda era feito na área para evitar o retorno do fogo.

PERIGO O trabalho ficou complicado por causa da área onde as chamas se concentraram. “Queimou um paredão na região do Catarina. É uma área de encosta, um paredão muito íngreme, o que dificultou o combate. Lá é muito perigoso. Os militares tiveram que se pendurar para fazer o combate”, comentou.  “A rotina é essa. Os bombeiros se arriscam, o estado investe no combate. Temos investido muito, mas os incêndios não cessam, por causa dessas ações humanas”, criticou o major.

Por meio de nota, a Copasa informou que o incêndio não afetou a captação do sistema Catarina, responsável pelo abastecimento de água dos bairros Jardim Canadá, Retiro das Pedras e Mineirão, na Região do Barreiro.

(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
O tempo seco e os ventos fortes, aliados a queimadas provocadas por ação humana, vêm causando constantes incêndios no parque. No último sábado, mais de 50 pessoas trabalharam no combate a dois focos que começaram de maneira criminosa. O primeiro deles teve início por volta das 14h no Mirante Casa Branca, que fica entre Brumadinho e Ibirité. Por volta das 16h, outro foco foi detectado no local conhecido como Mata do Barreiro, na região de mesmo nome, em Belo Horizonte.

Em 8 agosto, um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros próximo ao parque na área no Bairro Olhos D’água, na Região Oeste de Belo Horizonte, onde as chamas se espalharam rapidamente pela vegetação seca. Testemunhas informaram que o fogo também começou de forma criminosa. Dois andarilhos teriam iniciado as chamas e fugido do local. Eles não foram encontrados.

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