Publicidade

Estado de Minas

Entidade arrecada dinheiro para trazer corpo de mineiro morto na fronteira México-EUA

Familiares precisam de cerca de R$ 39 mil para o traslado do corpo de Maycon Douglas de Andrade, que era de Conselheiro Pena


postado em 17/08/2017 11:54 / atualizado em 17/08/2017 12:33

Maycon deixou a esposa, um irmão e a mãe(foto: Reprodução internet/Facebook)
Maycon deixou a esposa, um irmão e a mãe (foto: Reprodução internet/Facebook)
A família do mineiro Maycon Douglas de Andrade Fernandes, de 24 anos, que morreu no fim de semana tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México, precisa de ajuda para providenciar o traslado do corpo para o Brasil.

A entidade Paz Divina Repatriação Funerária (Padref), que realiza transportes póstumos internacionais, publicou em seu site uma vaquinha para arrecadar dinheiro para o procedimento de Maycon. Até o fim da manhã desta quinta-feira, já haviam sido doados cerca de US$ 2,3 mil dos US$ 12 mil (cerca de R$ 39 mil) necessários para o traslado.  

O rapaz era casado e não tinha filhos. “Ele era uma pessoa muito querida por todos e tinha deixado o irmão e a mãe (que hoje moram no Espírito Santo) para tentar a vida nos Estados Unidos, em busca do sonho americano, mas sua vida foi interrompida”, diz a publicação da Padref. “Com a sua doação, Maycon terá um enterro digno junto aos seus familiares e amigos! Todos nós agradecemos ao seu gesto de solidariedade!”, finaliza.  

A família de Maycon soube da morte na segunda-feira. Ele era de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce. O último contato de Maycon com a família havia sido no domingo, no Dia dos Pais. De acordo com relatos de um companheiro de viagem, durante a caminhada, após atravessarem a fronteira, ele passou mal, vomitou três vezes e morreu. A informação dos familiares é de que ele teria passado mal após almoçar e ingerir muita água. O corpo foi levado para o IML da cidade de Laredo, onde aguarda o traslado para o Brasil.



Maycon é o quarto brasileiro a morrer na travessia em 2017. Todos eram mineiros. Em junho, um mineiro de 30 anos, morador de Teófilo Otoni, foi encontrado morto na fronteira dos dois países. Ele estava desaparecido desde abril. Em maio, Sidney da Silva, de 39 anos, também morreu ao tentar a travessia ilegal para os EUA. Ele foi identificado por causa do passaporte. Sidney havia morado em Boston e tentava voltar ao país, onde moravam sua esposa e a filha caçula.

No início do mesmo mês, Fabrício Santos da Silva, de 31 anos, aparentemente se afogou na travessia do Rio Bravo, na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Ele era de Guanhães, também no Leste de Minas Gerais. O Corpo foi encontrado no povoado de Valência, município de Dias Ordaz, estado de Taumalipas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade