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Estado de Minas

Mulher que sequestrou bebê no Sul de Minas já tinha até certidão de nascimento

Autora teria conseguido uma certidão de nascimento de forma fraudulenta antes de sequestrar a criança. Ela informou à polícia que teve um aborto espontâneo há pouco tempo e não queria desapontar o namorado


postado em 11/08/2017 19:45 / atualizado em 11/08/2017 20:11

Os quatro detidos foram apresentados pela Polícia Civil (foto: Polícia Civil / Divulgação)
Os quatro detidos foram apresentados pela Polícia Civil (foto: Polícia Civil / Divulgação)
Lindaura Alves de Oliveira, 46 anos, a principal suspeita de raptar um bebê de cinco meses depois de dopar a mãe da criança, em Cabo Verde, na Região Sul de Minas Gerais, teria planejado o crime. Segundo as apurações da Polícia Civil, ela teria feito contato com enfermeiras no Hospital de Cabo Verde para conseguir uma Declaração de Nascido Vivo para que pudesse registrar uma filha em seu nome a partir de um sequestro. Sendo assim, ela conseguiu uma certidão de nascimento de uma pessoa inexistente com a declaração de nascido obtida de forma fraudulenta em um cartório do Estado de São Paulo.


De acordo com o delegado Thiago Moreira, responsável pelas investigações, o crime foi planejado anteriormente pela principal suspeita. “Pelas informações que já conseguimos levantar no interrogatório da principal autora e das coautoras, tudo indica que foi premeditado”, comentou. A principal autora do crime afirmou que fez o rapto pois tinha sofrido um aborto espontâneo há pouco tempo e não queria desapontar o namorado. “Segundo ela, teve um aborto espontâneo, recentemente, e, para não desapontar o namorado, começou procurar na região alguma criança para adotar. Como não conseguiu, resolveu subtrair essa menina”, completou.


 Uma operação foi montada e na noite de quinta-feira um grupo foi preso e uma adolescente de 13 anos apreendida por terem ligação com o crime. Foram presos Lindaura Alves de Oliveira, 46 anos, Cíntia Tomás de Carvalho, 23, e Pedro José da Silva, 69 anos. A polícia informou que Lindaura foi localizada em São Paulo, já Cíntia, em Andradas, e Pedro e a adolescente, em Cabo Verde, ambos os municípios do Sul de Minas.

Na manhã de quinta-feira, a mulher foi até a casa onde a criança mora com a mãe, às margens da BR-146, no distrito de São Bartolomeu. Lá, ofereceu um suco para a mãe da menina que estava misturado com um medicamento tarja preta. A vítima desmaiou pouco tempo depois. A suspeita foi até o quarto onde estava o bebê e o raptou. A suspeita teria ido no imóvel no dia anterior junto com outra pessoa. O crime foi descoberto pela irmã da vítima, de 14 anos.

Segundo a Polícia Miltiar (PM), a garota chegou na residência e encontrou a irmã caída no chão na porta da sala. Os sobrinhos dela contaram que uma mulher chegou no local e ofereceu suco para todos. E que, depois de alguns minutos após tomar o líquido, a jovem desmaiou. A PM foi acionada e montou um cerco na região, junto com a Polícia Civil.

De acordo com o delegado, durante os levantamentos iniciais, os agentes conseguiram chegar até um taxista, de 69 anos, que teria sido contratado pela autora para fazer o transporte dela até a cidade no interior de São Paulo. O motorista contou que levou a principal suspeita, junto com a filha e outra mulher para Espírito Santo do Pinhal. As apurações indiciam que o taxista teria ciência da participação indireta no crime, uma vez que recebeu de Lindaura, quando chegaram a seu destino final, a quantia de R$ 450, valor acima do normal para o trajeto realizado – o valor habitual seria de R$ 250 a R$ 300.

 Diante das informações passadas pelo motorista, os policiais conseguiram chegar até a casa da suspeita, no interior de São Paulo. As quatro pessoas detidas serão apresentadas na tarde desta sexta-feira pela Polícia Civil e a criança já foi devolvida para a mãe.

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