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Estado de Minas

Polícia Federal procura suspeitos de pedofilia em Minas e mais 13 estados

A segunda fase da Operação Glasnost mobiliza mais de 300 policiais no cumprimento de 72 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva


postado em 25/07/2017 08:00 / atualizado em 25/07/2017 12:46

Material apreendido em cumprimento de mandado de busca e apreensão em Montes Claros, Norte de Minas(foto: Polícia Federal/Divulgação)
Material apreendido em cumprimento de mandado de busca e apreensão em Montes Claros, Norte de Minas (foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) está cumprindo nesta terça-feira mandados judiciais dentro da segunda fase da Operação Glasnost, que combate a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet.

A ação é continuação da operação deflagrada em novembro de 2013, quando foram cumpridos 80 mandados judiciais, entre eles, 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Foram ainda identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.

De acordo com a PF, 350 policiais cumprem nesta terça-feira 72 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva. As ações ocorrem em 51 municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.

Em Minas, a PF cumpre um mandado de busca e apreensãoo em um apartamento de um rapaz de 25 anos, em Montes Claros, na Região Norte.

A PF informa ainda que a investigação teve como base o monitoramento de um site russo. Ele era usado como “ponto de encontro” de pedófilos de vários países. As investigações identificaram centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil.

(foto: Wikipedia)
(foto: Wikipedia)
“Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior”, diz a nota da PF.

O nome da operação, Glasnost, faz referência ao termo russo que significa transparência. A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para contatos com outros pedófilos ao redor do mundo. (Com informações de Luiz Ribeiro)


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