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Estado de Minas

Vítima de agressão em boate de BH é chamada para prestar depoimento

Pedro Henrique de Oliveira Rocha, de 22 anos, foi agredido com uma barra de ferro na última quarta-feira. Boate lamentou o ocorrido


postado em 07/11/2016 17:33 / atualizado em 07/11/2016 18:37

Caso aconteceu na última quarta-feira na Boate Hangar 677(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)
Caso aconteceu na última quarta-feira na Boate Hangar 677 (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

Deve ser ouvido nos próximos dias, o jovem Pedro Henrique de Oliveira Rocha, de 22 anos, que foi agredido no interior da boate Hangar 677, no Bairro Olhos D'água, na Região do Barreiro. O delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, intimou a vítima nesta segunda-feira. A casa de shows divulgou uma nota que desmente ter negado atendimento o garoto e lamentou a violência.

As investigações sobre o caso tiveram início nesta segunda-feira. “A vítima foi intimada. Além disso, pedi que os investigadores encontrem os seguranças que realizaram os primeiros socorros e separaram a briga. Também solicitei ao Corpo de Bombeiros e a Prefeitura documentos para ver a regularidade da boate”, explicou o delegado Flávio Grossi.

O caso aconteceu na última quarta-feira. A mãe de Pedro registrou um boletim de ocorrência depois que o filho deu entrada no bloco cirúrgico do Felício Rocho, relatando que ele foi à boate Hangar 677 na noite anterior acompanhado da namorada e de alguns amigos e que circulava pelo local quando foi abordado pelos agressores. Segundo a Polícia Civil, Pedro teria passado entre duas mesas antes de ser agredido de forma gratuita por um número não informado de pessoas.

Atingido por uma barra de ferro, ele teve ferimentos graves no rosto e uma ambulância foi acionada para encaminhá-lo ao hospital. A Polícia Militar só foi acionada no início da manhã, mas não conseguiu falar com a vítima, que passava por cirurgia no momento em que a ocorrência era registrada. Segundo a PM, uma guarnição foi à boate, mas a encontrou fechada e sem ninguém para servir de testemunha.

Em nota, a casa de shows lamentou os fatos. “A empresa se posiciona contra qualquer tipo violência, uma vez que a sua essência é proporcionar lazer, diversão e cultura aos seus clientes. Em relação à briga, foram tomadas as providências cabíveis no intuito de separar os brigões por meio de seus seguranças e após, socorrer um que ficou ferido no embate”, disse.

A boate informou, ainda, que “cumpre todas as exigências legais para o seu funcionamento, como alvarás, laudos do corpo de bombeiros e demais documentações que atestam a segurança deste local de eventos”.

Outro caso

Esse é o segundo caso envolvendo frequentadores da boate Hangar 677 em dois meses. No início de setembro, o estudante de medicina Henrique Papini, de 22, foi brutalmente espancado depois de sair da casa de shows. A investigação também comandada pelo delegado Flávio Grossi já ouviu quatro suspeitos, sendo que apenas um confirmou que agrediu Henrique. Rafael Bicalho, de 19 anos, foi namorado da jovem que estava com Henrique no dia do fato, o que indica a motivação do crime, segundo a Polícia Civil.

O inquérito está na fase final e deve ser concluído nos próximos dias. “Estava esperando os resultados de duas perícias. Uma nos celulares apreendidos e outra nas imagens que flagraram as agressões. A das imagens eu já recebi, falta a análise dos telefones”, afirma Grossi.

Sobre o caso de Papini, a boate informou que não pode ser responsabilizada sobre o caso, pois aconteceu fora da casa de shows. “O estudante de medicina Henrique Papini, agredido no dia 09 de setembro, encontrava-se em frente à Carbel – conforme registros das câmeras de segurança da empresa – quando sofreu o ataque, em local que fica a cerca de 400 metros de distância da Hangar 677, que não pode ser responsabilizada pelo que acontece nas ruas e espaços públicos da cidade”, comentou a empresa, em nota.


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