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Estado de Minas

Crianças de Bento Rodrigues abrem exposição de memórias com goleiro Fábio

No aniversário de um ano da tragédia de Mariana, alunos da escola destruída pela lama apresentam trabalhos que resgatam lembranças da comunidade destruída. Arqueiro do Cruzeiro prestigiou evento


postado em 05/11/2016 17:35 / atualizado em 05/11/2016 18:28

Fábio apareceu sem avisar e surpreendeu as crianças, que ficaram empolgadas com a presença do ídolo(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Fábio apareceu sem avisar e surpreendeu as crianças, que ficaram empolgadas com a presença do ídolo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Um ano depois da maior tragédia ambiental da história do Brasil, 100 alunos da Escola Municipal Bento Rodrigues, que foi destruída pela lama da Barragem do Fundão e passou a funcionar na zona urbana de Mariana, inauguraram hoje a exposição Bento Rodrigues: Nossa História, nossa vida, no Centro de Convenções de Mariana.

O projeto busca resgatar as memórias da comunidade varrida do mapa por conta do desastre e foi prestigiado, inclusive, pelo goleiro Fábio, do Cruzeiro, que fez a alegria das crianças. Todos os estudantes do ensino infantil ao último ano do ensino fundamental da escola do velho Bento participaram dos trabalhos. Cada professor conduziu um tipo de atividade, que variaram entre o aprendizado da história de Bento Rodrigues e trabalhos práticos, como desenhos e pinturas e até um teatro encenando o rompimento da barragem.

A diretora Eliene Geralda dos Santos ressaltou que o trabalho é um resgate da história dos alunos no Bento. “São fotos deles mais novos, registros em pinturas em telas, tudo que eles têm saudade da antiga escola, do subdistrito e do time de futebol São Bento", conta a diretora da escola, que hoje funciona no Bairro Rosário.

Na exposição, são muitos desenhos, pinturas, fotos, baú de memórias, um painel com o nome das famílias, além de várias outras atrações. A história da geleia de pimenta, produzida por uma cooperativa de mulheres no antigo Bento, e que é famosa em todo Brasil, também foi retratada exposição. As crianças confeccionaram até um livro de receitas usando o produto.

Estudantes produziram desenhos, pinturas, tiraram fotos, construíram poesias, encenaram um teatro e mais uma série de atividades para resgatar memórias do vilarejo que foi soterrado pela lama da SamarcoGladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS
Estudantes produziram desenhos, pinturas, tiraram fotos, construíram poesias, encenaram um teatro e mais uma série de atividades para resgatar memórias do vilarejo que foi soterrado pela lama da Samarco (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS )

GOLEIRO FÁBIO
Recentemente, o dono da camisa 1 do Cruzeiro já havia ido à Mariana, onde recebeu uma medalha do Governo de Minas. Ao voltar à cidade na data que marca um ano da maior destruição ambiental da história do Brasil, ele ficou animado com os trabalhos das crianças e pediu que a Justiça resolva a situação das vítimas o mais rápido possível para que elas possam, definitivamente, recomeçar suas vidas. “Que Deus possa ser sempre o principal na vida de cada uma dessas crianças para direcionar os seus caminhos”, disse o goleiro.

UM ANO DA TRAGÉDIA Antes da abertura da exposição, ainda pela manhã, manifestantes do movimento popular Justiça, sim, desemprego, não pediram, na Praça da Sé, em Mariana, o retorno das atividades da Samarco. Às 11h, ocorreu culto ecumênico no antigo Bento Rodrigues. Às 16h, houve cerimônias religiosa e cívica no Centro de Convenções, com orações para as vítimas da tragédia.

Mais tarde às 19h, será celebrada missa na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. O domingo também será de homenagens. Aviões da esquadrilha da fumaça vão fazer acrobacias no céu de Mariana. É um agradecimento da força aérea brasileira às pessoas que foram solidárias às vítimas. Os militares também querem mostrar ao mundo que é preciso seguir em frente.

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