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Estado de Minas

Polícia Civil anuncia greve e ameaça manter apenas 30% dos serviços a partir de sábado

Representantes da categoria se reuniram na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais por volta das 13h e depois da decisão saíram em passeata


postado em 15/06/2016 16:22 / atualizado em 15/06/2016 22:05

Integrantes da Polícia Civil de Minas Gerais decretaram greve na tarde desta quarta-feira. A partir de sábado, a categoria ameaça manter apenas 30% dos serviços nas delegacias, institutos médicos legais, departamentos de trânsito, entre outros. Representantes dos servidores se reuniram na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por volta das 13h e, depois da decisão, saíram em passeata por ruas e avenidas de Belo Horizonte. A Praça Sete chegou a ser fechada.

De acordo com Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG), a categoria cobra o pagamento de abono vestimenta da Polícia Civil, pois a Polícia Militar (PM) recebeu em junho e a categoria ainda não, além de equiparação do piso salarial dos investigadores e escrivães ao dos peritos. Segundo a categoria, desde 2013, quando foi votada a lei orgânica, acabou a hierarquia dos funcionários de carreira. Os servidores cobram ainda a equiparação dos salários dos delegados com os dos defensores públicos.

Os policiais civis se reuniram por volta das 13h no pátio da ALMG, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em assembleia, decidiram em começar a greve em 48 horas, mantendo apenas 30% da prestação de serviços a partir da 0h de sábado. Segundo o Sindpol, as operações policiais também estão suspensas.

A cúpula da Polícia Civil afirmou que não ter sido informada oficialmente sobre a possível paralisação e nem sobre as reivindicações da categoria.

Manifestação

Depois da assembleia, os servidores saíram em passeata por ruas e avenidas de Belo Horizonte. O grupo seguiu para a Praça Sete, no Centro, e fechou os cruzamentos entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas por aproximadamente 10 minutos. O tempo foi o suficiente para deixar o trânsito lento em vias do entorno.

Outra paralisação

Na última semana, outra categoria ligada à segurança pública em Minas Gerais paralisou os serviços: os agentes penitenciários. As visitas aos presos foram suspensas no sábado e os detentos se rebelaram em quatro presídios – Bicas I e Bicas II, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em unidades de Governador Valadares, Vale do Rio Doce, e no Ceresp Centro-Sul, no Centro da capital. Em Montes Claros, Norte de Minas, dois ônibus foram queimados e a suspeita é que a ordem tenha partido dos presos, revoltados com a suspensão das visitas.

Os agentes decidiram encerrar a paralisação na última segunda-feira, depois de acordo feito com o governo de Minas em audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

(RG)


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