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Estado de Minas

MPF entra na Justiça contra Samarco, Vale e BHP por tragédia de Mariana

Investigações de seis meses resultaram em ação com 352 páginas e mais de 200 pedidos para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão


postado em 03/05/2016 10:09 / atualizado em 03/05/2016 11:53

Mata ciliar devastada no leito do Rio Gualaxo do Norte, em Bento Rodrigues, distrito arrasado de Mariana(foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
Mata ciliar devastada no leito do Rio Gualaxo do Norte, em Bento Rodrigues, distrito arrasado de Mariana (foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
O Ministério Público Federal (MPF) vai processar a Samarco, a Vale e a BHP Billiton por conta dos danos causados ao meio ambiente pela tragédia de Mariana, que completa seis meses na quinta-feira. O órgão dará mais detalhes da ação na Justiça contra a responsável pelo desastre e suas duas controladoras a partir das 14h, em entrevista coletiva na sede do MPF em Belo Horizonte.

A ação civil, que tem 352 páginas, reúne as informações levantadas durante seis meses de investigação e apresenta mais de 200 pedidos visando a reparação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão, maior tragédia ambiental da história do Brasil.

A entrevista coletiva à imprensa será concedida pelos procuradores da República José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhoz e Eduardo Santos de Oliveira, que constituíram uma força tarefa para apurar o caso via MPF.

No fim de semana, o Estado de Minas mostrou como está a região afetada pelo desastre seis meses depois do rompimento. O repórter Mateus Parreiras e o repórter-fotográfico Leandro Couri percorreram o caminho da lama desde Bento Rodrigues até a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata mineira. O material pode ser conferido pelos links à esquerda na tela.

Ver galeria . 22 Fotos Bento Rodrigues transformou-se em um vilarejo fantasma, com marcas do que foi maior desastre ambiental do paísLeandro Couri/EM
Bento Rodrigues transformou-se em um vilarejo fantasma, com marcas do que foi maior desastre ambiental do país (foto: Leandro Couri/EM )

 

 

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