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Estado de Minas

Samarco entrega Plano de Recuperação Ambiental ao Ibama

Análise do órgão federal considerou primeiro estudo como "genérico e superficial". Mineradora contratou empresa de consultoria para desenvolver adaptações


postado em 17/02/2016 20:04 / atualizado em 17/02/2016 21:12

A Samarco informou que entregou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta quarta-feira, a versão atualizada do Plano de Recuperação Ambiental e o Relatório de Ações Executadas das áreas atingidas pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas. Hoje era o último dia do prazo dado pelo órgão federal à empresa para a readequação dos estudos anteriores, considerados por análise técnica como "genérico e superficial".

De acordo com a análise do Ibama, o plano apresentado foi considerado "genérico e superficial" e "não especifica, por exemplo, as espécies da flora que foram afetadas, quantas se encontram em risco de extinção ou quantas têm distribuição restrita nos locais atingidos pela lama". O documento também não inclui a altura da lama depositada nas margens, subestima o impacto da tragédia na fauna aquática e faz uma abordagem superficial dos impactos na fauna terrestre. Para os técnicos que realizaram a avaliação, a empresa "minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem”.

A mineradora contratou a consultoria da Golder Associates para desenvolver o projeto. Segundo a empresa o plano contém informações relacionadas aos impactos já identificados e às ações recomendadas para a recuperação ambiental. A Samraco também informou que as ações constantes do plano têm sido debatidas pela Samarco com os órgãos e entidades ambientais dos governos dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

“Trata-se de um plano robusto para restabelecer a qualidade ambiental da área afetada. O plano compreende um processo dinâmico, sob permanente revisão e aperfeiçoamento à medida que as ações evoluem. Por isso, esse plano tem uma característica adaptativa”, afirma Maury de Souza Júnior, diretor de Projetos e Ecoeficiência da Samarco.

O Plano de Recuperação Ambiental é dividido em três grandes trechos de atuação e traz, tanto as ações imediatas, já em andamento, como as ações recomendadas para cada uma das três áreas. O primeiro trecho projeta intervenções nos locais de maiores impactos físicos do desastre, entre a Barragem do Fundão e o reservatório da Usina de Candonga.

O segundo trecho avaliado no estudo compreende da usina de Candonga à foz do Rio Doce, no Espírito Santo, e o terceiro, a zona costeira adjacente à foz. Ainda de acordo com as informações da empresa, nessas áreas também já estão em andamento programas de monitoramento da qualidade da água e sedimentos e estudos detalhados.


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