Em BH, são quatro restaurantes populares, segundo Lacerda, e está em fase final o projeto de construção de mais um no Bairro São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O almoço custa R$ 3. Morador de rua cadastrado não paga e quem tem o Bolsa-Família paga R$ 1,50.
Segundo o prefeito, a PBH tem uma política de segurança alimentar que distribui 75 milhões de refeições por ano nos restaurantes populares, abrigos, asilos e instituições de acolhimento de jovens e nas escolas e creches conveniadas, além de cestas básicas para famílias em dificuldade. Ele garantiu que o tradicional almoço de Natal não pode faltar, por ser um momento de confraternização e de solidariedade.
No cardápio desta sexta-feira, foram servidos de graça arroz, feijão, lombo ao molho de abacaxi, farofa e maionese de batata, cenoura e vagem. De sobremesa, maçã e doce de amendoim. A dona de casa Gislena de Assunção, de 71 anos, moradora do Bairro Primeiro de Maio, Região Norte de BH, conta que todo fim de semana se alimenta no Restaurante Popular, mas que o almoço de Natal tem um sabor especial. “É sagrado, temperado com alegria”, brinca. A amiga dela se desanimou de ir e Gislena pegou o metrô e foi sozinha, “com Deus”, completa. “Natal é uma data bonita. Gosto de olhar as pessoas felizes”, comentou a dona de casa, que havia feito um churrasco para os irmãos na noite anterior e conta que foi dormir às 4h da madrugada. “Acordei cedo, fui tomar banho, fazer meu café e me preparar para esse almoço, que eu não perco por nada”, disse Gislena. Assim como ela, cerca de 5 mil pessoas almoçaram no local. Somente de lombo, foram servidos 800kg.
Moradores de Contagem, na Grande BH, também puderam comemorar o Natal almoçando de graça no Restaurante Popular do Bairro Eldorado. Foram servidos lombo ao molho, tutu de feijão, arroz colorido com milho verde, cenoura e cebola, salada e sobremesa. Foram 50 voluntários empenhados em servir 2 mil pessoas. Eles também ajudaram na limpeza do lugar.
