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Estado de Minas

Doações em dinheiro para as vítimas de Mariana chegam a R$ 1 milhão

Destino dos recursos será definido por conselho de representantes da sociedade civil. Líder comunitário propõe criação de fundo para educação de crianças atingidas pelo desastre


postado em 16/12/2015 06:00 / atualizado em 16/12/2015 07:24

Mariana – Já está perto de R$ 1 milhão o valor, em dinheiro, doado por centenas de brasileiros para ajudar as vítimas do rompimento da Barragem do Fundão, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central. A tragédia de repercussão internacional ocorreu em 5 de novembro, deixando mortos, desaparecidos e desabrigados. A prefeitura local divulgou ontem que a quantia exata (até o dia anterior) era de R$ 962.656, depositada em três contas em três bancos.

Para administrar o dinheiro, que ainda não foi tocado por qualquer instituição, o prefeito Duarte Júnior criou o Decreto Municipal 8.059, de 18/11/2015, definindo um conselho formado por dois representantes das comunidades, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Arquidiocese de Mariana, Associação Comercial e prefeitura. Em 4 de janeiro, o grupo vai se reunir pela primeira vez, desde a criação da conta pela campanha SOS Mariana, para estudar o uso social dessa contribuição.

Um dos pontos ressaltados pela prefeitura é que esse total é decorrente de pequenos depósitos, na faixa de R$ 50 a R$ 100, no Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal. Ao mesmo tempo, pessoas e instituições solidárias doaram 180 toneladas de mantimentos, 200 toneladas de roupas e 300 mil litros de água. De tanto material, os coordenadores do recebimento de donativos já lançaram o alerta para que as pessoas não mandem mais nem roupas, nem alimentos ou água.

CRIANÇAS Um dos integrantes do grupo que vai administrar o dinheiro é o presidente da Associação dos Moradores de Bento Rodrigues, José do Nascimento de Jesus, conhecido como Zezinho do Bento. “Somente o grupo poderá decidir o que será feito com o dinheiro. Temos uma ideia, que será proposta ao conselho, que é fazer um fundo e depositar uma quantia no nome de cada criança das áreas atingidas, numa caderneta de poupança, mas o valor só poderá ser usado quando o menino ou menina completar 18 anos. Será para pagar os estudos”, adiantou Zezinho.

Fontes ligadas ao prefeito Duarte Júnior, que ontem participava de uma reunião em Brasília (DF), informaram que ele também é partidário dessa ideia de beneficiar a infância. Conforme levantamento, o número é de 300 crianças.

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