Publicidade

Estado de Minas

UFMG fará projeto para reconstrução de cidades atingidas por rompimento de barragem

A intenção é fazer um levantamento das medidas que podem ser realizadas nas comunidades para a reconstrução de cada uma delas. Trabalhos devem iniciar em março


postado em 10/12/2015 18:48

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai inciar um diagnóstico nos municípios mineiros, principalmente no entorno de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que foram atingidos pela lama de minério que desceu da barragem da Samarco, que é controlada pela Vale e a BHP Billinton. A intenção é fazer um levantamento das medidas que podem ser realizadas nas comunidades para a reconstrução de cada uma delas. Uma grande projeto envolvendo diversos setores da instituição será criado depois das pesquisa. A previsão é de começar os trabalhos de reconstrução em no máximo três meses.

O Programa Participa UFMG foi apresentado nesta quinta-feira. Ele é realizado para alinhar os projetos que já estão sendo realizados pela Universidade em Mariana e também para criar ações que possam ajudar os moradores atingidos diretamente pela tragédia. A ideia surgiu depois da repercussão e dos sentimentos causados pelo rompimento da barragem. “Já completou 30 dias que todos foram pegos de surpresa. Ficamos preocupados, assustados e indignados com os acontecimentos. Isso já gerou um conjunto de ações e posicionamento que foram tendo ao longo do tempo. Seja no cunho político, ou acesso direto”, afirmou a pró-reitora adjunta de extensão da UFMG, Cláudia Mayorga, uma das idealizadoras do projeto.

Desde os primeiros dias que se seguiram da tragédia, alguns núcleos da UFMG já começaram a trabalhar diretamente nos locais atingidos. O Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está junto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na operação de resgate e recuperação de peças sacras que foram levadas pela avalanche de rejeitos. Integrantes do curso de veterinária da universidade estão na cidade para tratar dos animais que são encontrados nas comunidades, entre outros.

O Participa UFMG quer ampliar esse conjunto de ações. A ideia surgiu depois que a pró-retoria fez uma visita nas áreas atingidas junto com moradores. O projeto será divido em duas etapas. A primeira é fazer um levantamento do que já está sendo desenvolvido nos municípios por grupos da universidade e também angariar novas ideias que possam ser implantadas. “Será importante fazer um grande diagnóstico ou vários diagnósticos da situação da saúde, patrimônio cultural, animais, trabalho e geração de renda, entre outros. Precisamos entender com clareza sobre o problema para depois pensarmos em ações mais concretas”, afirmou a pró-reitora.

A previsão é que o levantamento fique pronto até janeiro para começar os trabalhos em fevereiro, ou no mais tardar, em março. Em seguida, será montado um grupo permanente de trabalho para construção de um projeto de ação continuada em Mariana e outros municípios atingidos. “O grupo será de caráter interdisciplinar, poderá envolver parcerias com outras universidades e instituições e terá como objetivo desenvolver proposta de ação em estreito diálogo com a população atingida e demais atores envolvidos na situação”, comentou Cláudia Mayorga.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade