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Estado de Minas

Técnicos transferem desovas de tartarugas marinhas após chegada da lama ao Espírito Santo

A informação é do secretário de estado de Meio Ambiente do Espírito Santo, Rodrigo Júdice


postado em 23/11/2015 21:09 / atualizado em 23/11/2015 21:20

Acabei de sobrevoar a foz do Rio Doce, juntamente com a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, o Joca, coordenador do Projeto Tamar, e a Presidente do Ibama, Marilene Ramos. Depois aterrizamos e andamos na areia da praia. Uma cena lastimável. Uma área sensível, próxima a reserva de comboios. A mancha principal se encontra exatamente no entorno da foz. Oscilando ao norte em torno de 15 km e 07 ao sul e 5 km da vista. Deve migrar ao sul 2 dias e para o norte novamente com o próximo vento sul.Amanhã chega um navio especializado em estudos de oceanografia da Marinha para monitorar a mancha e sua consequências. Estamos trabalhado arduamente para continuar abrindo a foz norte da barra para evitar maiores danos ao estuário. As desovas das tartarugas marinhas nessa área estão todas sendo transferidas para áreas seguras da reserva biológica.

Posted by Rodrigo Judice on Segunda, 23 de novembro de 2015
 

As desovas de tartarugas marinhas no litoral do Espírito Santo estão sendo transferidas para áreas seguras de reserva biológica, de acordo com o secretário de estado de Meio Ambiente do Espírito Santo, Rodrigo Júdice. Ele definiu a mancha de lama que avança da foz do Rio Doce em direção ao Oceano Atlântico como "uma cena lastimável”. Na tarde de hoje, ele sobrevoou a região na companhia da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a presidente do Ibama, Marilene Ramos e o coordenador do Projeto Tamar, João Carlos Thomé. A atividade é uma das ações de monitoramento dos rejeitos no mar, trabalho que recebe amanhã a presença de um navio oceanográfico da Marinha Brasileira que vai acompanhar a reação do oceano diante do “mar de lama”. Tudo vai depender dos ventos, movimento de marés, e da deposição de sedimentos”, afirma o vice-presidente da Bacia Hidrográfica da Foz do Rio Doce, Carlos Sangália.

Até essa tarde, os rejeitos já haviam avançado 15 quilômetros ao Norte, sete quilômetros ao Sul e 10 quilômetros mar adentro. “A mancha principal se encontra exatamente no entorno da foz. Uma área sensível, próxima a reserva de comboios”, afirmou o secretário Rodrigo Júdice, em sua página no Facebook. Nos próximos dois dias, o material deve migrar em direção ao Sul e seguir novamente para o Norte, quando ocorrer o próximo Vento Sul.

Em reunião de trabalho após o sobrevoo, as autoridades definiram ainda que técnicos vão identificar os pescadores para que seja solicitado à mineradora Samarco pagamento de auxílio financeiro enquanto eles estiverem impossibilitados de trabalhar. Para esta terça, está marcada uma reunião em Brasília, com representantes das procuradorias de Minas e do Espírito Santo, além da Advocacia-geral da União. O encontro tem o objetivo de definir diretrizes de uma ação conjunta para cobrar da Samarco reparações pelo dano ambiental e humano causado pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana. Na quarta-feira e quinta-feira, outro encontro na capital brasileira deve reunir órgãos ambientais dos dois estados com a ministra do Meio Ambiente.


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