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Estado de Minas

Avião que saiu da Pampulha tem pane no ar e é obrigado a retornar ao aeroporto

Passageiros afirmam que sentiram um forte cheiro de fumaça durante o voo. A empresa Passaredo disse que o problema foi resolvido e que a aeronave seguiu viagem normalmente


postado em 20/10/2015 10:00 / atualizado em 20/10/2015 14:12

Engenheiro Ronaldo Serra Marques, 45 anos, estava na aeronave(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Engenheiro Ronaldo Serra Marques, 45 anos, estava na aeronave (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)

Passageiros de um voo que decolou do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, na manhã desta terça-feira, passaram por um susto. A aeronave da empresa Passaredo deixou o terminal em direção a Ribeirão Preto, mas apresentou problemas mecânicos. Os ocupantes afirmam que sentiram um forte cheiro de fumaça. O piloto retornou para Belo Horizonte e reparos foram feitos. Algumas pessoas ficaram na capital mineira e se recusaram a voltar para a aeronave, o que causou um princípio de tumulto.

O voo deixou o terminal por volta das 7h40. A psicóloga Fernanda Rezende Rodrigues Almeida, que seguia para Ribeirão Preto, onde faria uma conexão para Goiânia, passou pelo susto. “Entramos no avião normamentel e, depois de mais ou menos 10 minutos de voo, o pessoal começou a gritar que tinha fogo e que estva saindo fumaça. Eu não vi nada, pois estava dormindo. Realmente estava um cheiro muito forte de fumaça. Todo mundo começou a se desesperar”, explica.

O engenheiro Ronaldo Sena Marques, de 45, afirma que o cheiro pode ter sido um curto-circuito. “O cheiro era muito forte dentro do avião. Chamamos a aeromoça e ela tentou verificar algumas coisas no painel. Sempre tem mais pessoas equilibradas, mas algumas ficaram nervosas. É uma tensão muito grande”, disse.

Logo depois do tumulto, o piloto resolveu voltar para Belo Horizonte. Quando a aeronave pousou, os passageiros ficaram revoltados porque tiveram que ficar na aeronave. “Não deixaram a gente descer e disseram que deveríamos esperar mesmo com o cheiro de fumaça. O mecânico entrou no avião e o piloto falou que foi um problema comum e que o voo iria seguir viagem. Isso deu uma confusão, porque depois de passar por uma situação dessas é um absurdo da empresa querer que as pessoas continuem no mesmo avião”, disse a psicóloga.

Passageiro conta o que aconteceu no voo


Os passageiros que fariam a conexão para Goiânia tiveram que deixar o avião, pois seriam realocados. Porém, ainda não sabem o horário que vão pegar um novo voo. Algumas pessoas que seguiam para Ribeirão Preto ficaram na aeronave e seguiram viagem normalmente. Outras preferiram desembarcar. “Um casal está histérico aqui no terminal. Eles iriam viajam para Madri e devem perder o voo. É um absurdo a empresa obrigar que a pessoa fique no mesmo avião. Mesmo que ele esteja funcionando normalmente, as pessoas acabaram de passar por uma situação que achavam que iria morrer”, afirma Fernanda Almeida.

Em nota, a Passaredo Linhas Aéreas informou que o voo 2270 apresentou uma ocorrência técnica. Disse, ainda, que seguindo os procedimentos de segurança da companhia, o comandante optou por retornar ao Aeroporto da Pampulha. A aeronave passou por manutenção e o voo prosseguiu para seu destino às 9h52, segundo a empresa.


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