A investigação foi conduzida pela 2ª Delegacia Especializada de Furtos Roubos Antissequestro e combate à Organizações Criminosas (Deroc /Deoesp) e durou cerca de três meses. Segundo a Polícia Civil, nesse tempo, Thiago, que é natural do estado de São Paulo, trocou de veículo e também aplicou golpes no interior de Minas Gerais. Ainda conforme as informações dos policiais que participaram da ação, é possível que, com a divulgação da prisão, o número de vítimas aumente.
De acordo com o subinspetor Kajarana, somente da última vítima, o estelionatário já havia conseguido mais de R$ 36 mil. "Por enquanto, temos evidências que comprovam os estelionatos. Mas alguns casos podem também configurar extorsão", conta. "A vítima disse que Thiago jogou o carro em que dirigia contra ela, e que exigia mais dinheiro. O criminoso foi preso em flagrante quando ia receber mais R$ 500", disse.
Nas negociações, o estelionatário pedia às vítimas dinheiro para o pagamento de taxas e depois de algum tempo, encerrava os contatos. "Pessoas venderam imóveis, carros para dar entradas em dinheiro para ele. Ele era bem ágil e conseguia ludibriar as vítimas em pouco tempo", completa o subinspetor.
Segundo o delegado Erick Brandão, que comandou as investigações, a Polícia Civil tem 10 dias para concluir e indiciar Thiago Borchis. O estelionatário foi encaminhado ao Ceresp da Gameleira, onde seguirá preso. A reportagem não conseguiu contato de um advogado que represente o acusado.
