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Estado de Minas

Grupo envolvido em morte de soldado da PM é preso durante operação da Polícia Civil

Militar foi morte em assalto, em agosto. Investigação mostrou que ação criminosa foi comandada por chefe de quadrilha, preso em Contagem e condenado a mais de 60 anos. Outros quatro homens continuam foragidos


postado em 09/09/2015 19:08 / atualizado em 09/09/2015 19:28

Grupo foi preso durante
Grupo foi preso durante "Operação Longa Manus", nesta quarta-feira (foto: Polícia Civil/PCMG/Divulgação)
Cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira por envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar (PM), Charles Coelho de Souza Júnior, de 26 anos, assassinado no dia 11 de agosto deste ano, no Bairro Maria Helena, na Região de Venda Nova. O militar foi vítima de latrocínio - roubo seguido de morte - e o crime estaria ligado a uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas e roubo de veículos em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Outros quatro homens, apontados como os executores do soldado Charles, continuam foragidos.

As investigações da “Operação Longa Manus”, desencadeada pelo Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o crime em agosto, mostraram que a morte do soldado teria sido causada por uma falha na comunicação da organização criminosa, comandada por Vanderlei Silva Andrade - o Chacal, de 32 anos. Ele liderava a quadrilha de dentro de um presídio, em Contagem, onde cumpre pena que soma mais de 60 anos de reclusão.

O chefe da quadrilha teria ordenado e indicado o roubo de um veículo com as mesmas características do automóvel do militar. No dia do crime, o grupo estava de carro e, sob a orientação de Vanderlei, se aproximaram do local onde estava o veículo do soldado, sem saber que o ocupante era um policial militar. Charles tentou evitar o assalto, mas acabou sendo baleado duas vezes. Antes de fugir, os suspeitos ainda roubaram a arma do policial, uma pistola 380, que não foi localizada.

A Polícia Civil informou que acredita em uma falha de planejamento do grupo, que geralmente escolhia como vítima mulheres ou homens de porte físico mais frágil, "o que não condizia com as características do soldado".

Policiais civis durante operação(foto: Polícia Civil/PCMG/Divulgação)
Policiais civis durante operação (foto: Polícia Civil/PCMG/Divulgação)
Presos

Durante a ação policial, realizada em Ribeirão das Neves, Contagem e Nova Lima, cinco pessoas foram presas pelo crime de associação ao tráfico, entre elas a companheira e ‘braço direito’ de Vanderlei, Ruth de Souza Andrade, de 29 anos. O casal Kênia Aline de Carvalho, de 31 anos, e Cláudio de Barcelos, de 33, apontados como ‘gerentes’ do grupo criminoso, também foram presos, assim como Elias Simões da Silva, de 34, e Robson Jefferson Santana, de 40 anos.

Apreensões

Ainda durante operação, foram apreendidos dois carros, comprovantes de depósito bancário e mais de cinco mil reais em dinheiro, valor que estava escondido em um pote de ração, na casa de Ruth.

Foragidos

Outros quatro homens, apontados como os executores do soldado Charles, continuam foragidos, sendo eles Daniel Júnior Pires Marques, Fellipe Fernandes Fidélix, Dener Augusto Martins e Diego William Prudente Rocha.

Apoio

Segundo o chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV/DHPP), delegado Luiz Flávio Cortat, a Polícia Civil contou com o apoio do serviço de inteligência da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) para fazer o monitoramento de Vanderlei dentro da penitenciária, durante as investigações. “Fomos informados de que a Seds já está providenciando, inclusive, a transferência dele para outro presídio”, ressaltou.


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