
O protesto de famílias das ocupações Rosa Leão, Esperança, Vitória, Nelson Mandela e Chico Xavier foi encerrado depois de cinco horas. O grupo estava na Avenida do Contorno esquina com Rua Carangola, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na frente da sede da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel). O ato, que teve fim às 14h50, deixou o trânsito congestionado no centro da capital e em ruas e avenidas no entorno da Urbel. Manifestantes consideraram positiva a reunião que acontecia paralelamente na Cidade Administrativa com membros do governo de Minas.
As famílias começaram o protesto por volta das 9h30. O grupo, de aproximadamente 200 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), chegou na porta da Prefeitura de Belo Horizonte. A Avenida Afonso Pena foi fechada nos dois sentidos por três horas. Em seguida, os manifestantes seguiram em passeata até a sede da Urbel.
Em todo o trajeto, o trânsito ficou lento. Na Região Centro-Sul, vias como a Avenida do Contorno, João Pinheiro, Rua da Bahia, Avenida Getúlio Vargas, ficaram congestionadas. O ato foi acompanhado de perto por policiais militares e nenhum tumulto foi registrado. Segundo a BHTrans, o protesto teve fim às 14h50, quando os moradores liberaram todas as pistas da Avenida do Contorno.
As famílias protestaram contra ações de despejos que foram autorizadas em favor da Prefeitura de Belo Horizonte. A situação foi discutida na Cidade Administrativa enquanto a manifestação acontecia. Para o Frei Gilvander Luíz Moreira, assessor da Comissão Pastoral da Terra, o encontro foi positivo. “Discutimos cinco pontos que foram colocados em ata. Uma delas é a instalação de uma comissão permanente para discutir a situação de movimentos sociais e das ocupações”, comentou o representante das famílias.

Segundo Frei Gilvander, outros quatro pontos foram discutidos. A ampliação do prazo de reintegração de posse da Ocupação Nelson Mandela, localizada no Bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, que seria feita nesta terça-feira, abertura de negociação com os moradores das ocupações Chico Xavier e Barrerinho, que correm o risco de ser despejados, o cadastramento socioeconômico das famílias das ocupações do Isidoro, e a continuidade do diálogo com as famílias.
Em nota, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que ficou definida a instituição de uma mesa permanente de diálogo e negociação sobre questões relacionadas ao tema. Disse, ainda, que o próximo encontro entre as duas partes está agendado para o próximo dia 12.
Participam do encontro na Cidade Administrativa o chefe de gabinete do secretário de Planejamento Helvécio Magalhães, o presidente da Cohab Claudius Vinicius, a Defensoria Pública de MG, a promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público, representantes das três ocupações urbanas, dos movimentos sociais, membros da Associação dos Arquitetos Sem Fronteiras (ASF) e professores apoiadores da Puc Minas.
