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Estado de Minas

Abordagem policial acaba em discussão e militar mata homem em Lagoa Dourada

Fábio Silva teria sido abordado por dirigir moto com uma pessoa sem capacete na garupa. Moradores da cidade protestaram contra a ação e policiais reforçaram a delegacia da cidade


postado em 01/02/2015 11:54 / atualizado em 01/02/2015 14:03

População fez protesto contra a abordagem policial e pediu justiça nas ruas de Lagoa Dourada(foto: Divulgação/WhatsApp)
População fez protesto contra a abordagem policial e pediu justiça nas ruas de Lagoa Dourada (foto: Divulgação/WhatsApp)
Uma abordagem da Polícia Militar (PM) terminou de maneira trágica, na noite dessa sexta-feira, em Lagoa Dourada, na Região Central de Minas Gerais. Um homem foi morto por um militar, após discussão na porta da casa da vítima. Ele foi abordado porque pilotava uma moto com uma mulher sem capacete na garupa.

Fábio Silva, de 30 anos, já estava em casa quando foi identificado pelo rastreamento da PM. Segundo testemunhas, dois militares foram até a residência e pediram a carteira de habilitação de Fábio, que se recusou a entregar o documento. Durante a abordagem, houve discussão, briga e um militar atirou em Fábio.

Ainda conforme as testemunhas, ferida, a vítima tentou entrar em casa mas foi retirada pelos militares e baleada mais uma vez. Um vídeo gravado por vizinhos registrou, instantes depois, os policiais com a vítima na rua. A filha de Fábio, de 9 anos, teria visto o pai levando os tiros.

De acordo com um soldado da Polícia Militar, que preferiu não se identificar, a cidade está assustada e tensa com o caso. Na madrugada após a morte de Fábio Silva, de 30 anos, a população protestou em frente a delegacia da cidade e quebrou os vidros de uma viatura. A PM precisou pedir reforços e isolar a área.

Nesse sábado, cerca de 50 pessoas se concentraram em frente a igreja, no momento da missa e do enterro de Fábio. Os integrantes do ato camiharam da igreja até a delegacia, que ainda continua com cercada por militares. Uma prima de Fábio, que também preferiu não ser identificada por medo de represálias, organizou uma manifestação que pediu justiça e mostrou cartazes contra a brutalidade da polícia. "Queremos justiça e que isso não aconteça com mais ninguém", disse.

A PM informou, em nota, que os militares envolvidos na ocerrência estão presos no 38º Batalhão, em São João del-Rey, onde aguardam as investigações do caso. Segundo o texto, eles serão julgados pela Justiça da corporação. (Com informações de Lucas Girardi)
Policia Militar precisou reforçar delegacia por causa de protestos na madrugada de sexta-feira(foto: Divulgação/WhatsApp)
Policia Militar precisou reforçar delegacia por causa de protestos na madrugada de sexta-feira (foto: Divulgação/WhatsApp)

*Esse vídeo contém cenas fortes


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