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Estado de Minas

Consumo para residências representa 80% da venda de água pela Copasa

Outros 20% englobam comércio, indústria e prédios públicos. Sobretaxa deve ser detalhada em fevereiro


postado em 30/01/2015 06:00 / atualizado em 30/01/2015 10:59

Mulher limpa calçada na Rua Júlio Otaviano Ferreira: ordem da Copasa é economizar para evitar colapso no abastecimento na região metropolitana (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Mulher limpa calçada na Rua Júlio Otaviano Ferreira: ordem da Copasa é economizar para evitar colapso no abastecimento na região metropolitana (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)

Oitenta por cento da água que a Copasa vende na Grande BH é destinada às residências, e a redução do consumo doméstico é a principal alternativa para que o abastecimento na região metropolitana não entre em colapso. A afirmação da presidente da companhia de saneamento, Sinara Inácio Meireles, feita a uma rádio, reforça ainda mais a necessidade de a população economizar água. Ela disse também que espera usar a sobretaxa apenas em “último caso”. Entretanto, garantiu que espera ter condições de anunciar as medidas da taxa extra em fevereiro. Dessa forma, os moradores teriam condições de se preparar para prováveis mudanças, já consideradas realidade pelo governador Fernando Pimentel (PT).

“Na Grande BH, 80% do volume faturado pela Copasa é proveniente de unidades residenciais. Por isso que nesse primeiro momento estamos focando a solicitação para que as pessoas economizem. É um volume importante no sistema”, afirmou Sinara. Os outros 20%, segundo a presidente da estatal, estão divididos entre comércio (10%), prédios públicos (5%) e indústria (5%). Ela falou ainda sobre a dificuldade que as equipes da empresa estão tendo em lidar com o momento de crise hídrica. “É um esforço de gestão, operacional e de mudança de cultura. A própria equipe da Copasa não estava preparada para essa situação da forma que a gente tem demandado”, disse.

Sobre a possibilidade de os consumidores pagarem mais caro pelo excesso no consumo, Sinara afirmou que a Copasa está trabalhando com a medida – chamada de mecanismo tarifário de contingência –, mas que ainda não definiu os critérios. “Isso a gente só vai adotar em último caso. Estamos tentando viabilizar para que no próximo mês possamos anunciar o detalhamento disso para que as pessoas se preparem”, disse, lembrando que antes é necessário aguardar os procedimentos legais, determinados pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e pela Agência Reguladora do Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae/MG).

RESERVATÓRIOS

Depois de registrar queda no volume de seus reservatórios, o Sistema Paraopeba voltou a subir. Na quarta-feira, a quantidade de água armazenada ficou em 29,88%, mas ontem chegou a 30,17%. A represa de Serra Azul passou de 5,89% para 6,20%. Vargem das Flores saltou de 28,51% para 28,84% e Rio Manso saiu de 44,38% para 44,64%. Já no Sistema Rio das Velhas, cuja captação é feita no fio d’água e não usa reservatórios, houve queda na vazão. Enquanto na terça-feira os técnicos captaram a 25,05 metros cúbicos por segundo, na quarta-feira a retirada do recurso hídrico se deu a 23,24 metros cúbicos de água por segundo.

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