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Estado de Minas

Depois de concluir investigação sobre morte de casal, delegado afirma que foi ameaçado

Suspeito disse durante depoimento que tinha tatuagem que fazia referência sobre morte do delegado. Investigação aponta três homens como responsáveis por matar um casal em maio deste ano


postado em 02/12/2014 15:41 / atualizado em 02/12/2014 16:06

Os três homens apontados pela Polícia Civil como responsáveis pela morte de um casal em maio deste ano foram apresentados na manhã desta terça-feira, na Delegacia de Homicídios. Segundo a investigação, Wellington Pereira Porto, 28 anos, Robson Pereira Porto, 26, e Israel Luciano da Paixão, 32, mataram Luana Aglaia de Souza e Emerson Aparecido de Moura, no Bairro olhos D'Água, Região Oeste de Belo Horizonte, depois de um desentendimento em um Baile Funk. Em uma das acareações, um dos criminosos chegou a ameaçar o delegado Alexandre Oliveira, dizendo que tem uma tatuagem que faz alusão a morte do investigador.

Conforme o delegado, os corpos foram encontrados às margens do Anel Rodoviário, cada um a cerca de um quilômetro e meio de distância do outro. Segundo a Polícia Civil, o casal morava no Bairro Milionários e esteve em uma casa de shows, no Bairro Novo das Indústrias, na data do crime. O local era controlado por dois irmãos traficantes, Wellington e Robson. Porém, segundo aponta a investigação, Luana já havia morado no local, onde manteve um relacionamento com um homem que ficou devendo aos traficantes.

Por isso, Wellington e Robson descontaram a raiva e o prejuízo no casal. Cada um foi colocado em um veículo diferente e levado ao Anel Rodoviário de BH, onde foram executados, cada um com disparos na cabeça. “Nós conseguimos imagens dos veículos e foi possível comprovar a participação dos suspeitos no crime. A perícia constatou manchas de sangue e objetos do casal dentro dos carros. Também comprovamos que toda a renda do trio vinha do tráfico, porque eles não tinham nenhum emprego fixo”, disse o delegado.

Foi desenvolvido uma apuração paralela de tráfico de drogas, sendo comprovado a liderança de Wellington e Robson no Bairro Novo das Indústrias e Israel como sendo o chefe do tráfico de drogas no Bairro Bonsucesso e Vila Ferrara, os quais foram condenados no crime de associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

AMEAÇA

Conforme o delegado, Robson Pereira Porto é suspeito de cometer outro homicídio na região. Quando questionado sobre isso, ele ameaçou o policial. “Ele tem uma tatuagem do diabo-da-tasmânia, que faz referência a morte. Em sua resposta disse que ela foi feita em minha homenagem e que eu seria morto”, completou Alexandre Oliveira.


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