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Estado de Minas

Novas cores da fachada da Igreja São José encantam os belo-horizontinos

Templo passa por processo de restauração que será concluído até domingo


postado em 30/10/2014 06:00 / atualizado em 30/10/2014 11:46

Euler Jr/EM DA Press Leandro Couri/EM/DA Press - Reprodução

Quem passa pela Avenida Afonso Pena, no Centro de BH, não deixa de se surpreender - e se encantar - com as novas cores da fachada da Igreja de São José. Até domingo, o serviço de restauro e recuperação estética dessa parte do templo estará concluído, trazendo de volta o desenho e tons originais (vermelho, laranja e cinza), seguindo à risca o projeto feito por Edgard Nascentes Coelho, em maio de 1901, quando a capital ainda se chamava Cidade de Minas. Neste fim de semana, a equipe do Grupo Oficina de Restauro termina também a obra de recuperação da capela da casa dos padres redentoristas, chamada de convento e localizada nos fundos da igreja.

''Estamos felizes com o resultado. Todo mundo fala da beleza das torres, portas e outros elementos, inclusive postando fotos nas redes sociais'', diz o vigário paroquial da São José, padre Flávio Campos. Ele explica que as obras deverão continuar em março. ''Estamos na temporada de chuvas e se torna perigoso o trabalho sobre andaimes. Além disso, vamos buscar recursos para terminar o serviço'', acrescenta o vigário. A intervenção foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH.

Recebendo a visita diária de cerca de 2 mil pessoas, a igreja teve seu interior restaurado de 2010 a 2013, com destaque para os elementos que recuperaram a luminosidade. As pinturas parietais - feitas diretamente nas paredes e teto, sobre o reboco, moda em BH no início do século 20 - consumiram dois anos, entre 1911 e 1912.

Considerado o maior conjunto desse tipo de ornamentos em igrejas de BH, o interior da matriz reúne uma variação de motivos religiosos e alguns pagãos: há figuras de 28 santos, de um lado os homens e do outro as mulheres; o patrono da matriz no alto do arco-cruzeiro, com a inscrição ''Rogai por nós''; os evangelistas; painéis mostrando José do Egito, que não tem nada a ver com o pai adotivo de Jesus, sendo vendido pelos irmãos e depois em sua volta triunfal; Nossa Senhora ao lado dos apóstolos; e até os símbolos do zodíaco, que, para os religiosos, representam constelações. Olhar minucioso sobre o espaço coberto pelas pinturas pode revelar figuras envoltas em mistérios, que desafiam historiadores e teólogos, como as três lebres perto da porta lateral.

 

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