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Estado de Minas

População de Lagoa Santa enfrenta terceiro dia sem abastecimento de água

Vazamento em adutora na travessia da MG-010 foi detectado na quarta-feira. Manutenção estava em andamento quando novos problemas foram detectados. Algumas escolas da cidade liberaram os alunos


postado em 01/11/2013 12:15 / atualizado em 01/11/2013 12:20

A cidade de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enfrenta problemas no abastecimento de água há três dias por causa do vazamento de uma adutora da Copasa. O problema foi detectado na quarta-feira e a companhia precisou interromper o abastecimento para uma manutenção emergencial no equipamento, que fica na travessia da MG-010.

Apenas os bairros Lagoa Mansões, Lapinha, Sangradouro, Aeroporto de Confins e a parte baixa do Várzea das Flores não foram afetados. A previsão era de que o serviço fosse restabelecido na noite de quinta-feira. No entanto, a tubulação apresentou novos vazamentos. Apreensivos com a possibilidade de passar o fim de semana sem água, os moradores das demais regiões esperam que o problema seja resolvido ainda nesta sexta.

Amanda Mara Ferreira é proprietária de uma lavanderia no Centro da cidade e conseguiu passar os últimos dias com o reservatório do estabelecimento, mas hoje a água armazenada não será suficiente e ela terá que atrasar algumas entregas. “Eu tenho um reservatório de 3 mil litros. Parece que ontem ele encheu um pouco, mas hoje estou sem trabalhar. Pedi até um caminhão-pipa, mas me disseram que porque a cidade toda está sem água era impossível enviar um. Vou ter que falar com os clientes porque sem água eu atraso a lavagem e a passaderia”, explica a empresária, que também está sem água no bairro onde mora.

No Bairro Bela Vista, a artesã Elizabete de Oliveira diz que a água armazenada na caixa de sua residência, onde vivem três pessoas, deve durar apenas até o fim da tarde desta sexta-feira. “Eu não sei o que vou fazer. Antes já está difícil, acabando cedinho, e agora chega meia noite e a água não está vindo”, explica. Segundo ela, até as instituições de ensino estão sendo afetadas. Seu filho, que estuda em uma escola estadual, teve somente duas aulas pela manhã. “As escolas dispensaram os alunos hoje. Meu filho voltou para casa porque não tem água para beber, para usar o banheiro. E também não avisaram os pais nem nada. Meu filho tem 15 anos e me ligou, mas como fazer com as crianças, que os pais precisam buscar?”, questiona.

Em nota, a Copasa informou que os técnicos da empresa continuam trabalhando no reparo da adutora para solucionar o problema o mais rápido possível. Ainda segundo a companhia, o abastecimento emergencial em hospitais, postos de saúde e escolas está sendo feito por caminhões-pipa.

Sobre as situação nas escolas, a assessoria de imprensa da prefeitura de Lagoa Santa informou que a Escola Municipal Dona Maruca, no Bairro Ovídio Guerra, liberou os alunos pela manhã porque não conseguiram um caminhão-pipa. Caso consigam abastecimento, haverá aulas no turno da tarde. Se não, é possível que os estudantes tenham os primeiros horários, mas também sejam liberados mais cedo. Nos postos de saúde e outros órgãos da prefeitura o funcionamento é normal.

Já a Secretaria de Estado de Educação informou que das cinco escolas estaduais da cidade, duas interromperam as aulas pela manhã por causa da falta d'água: as escolas Pedro Menezes e Nilo Maurício. Nas duas instituições, os alunos do turno da tarde também terão os primeiros horários e vão ser liberados mais cedo.


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