A cidade de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enfrenta problemas no abastecimento de água há três dias por causa do vazamento de uma adutora da Copasa. O problema foi detectado na quarta-feira e a companhia precisou interromper o abastecimento para uma manutenção emergencial no equipamento, que fica na travessia da MG-010.
Apenas os bairros Lagoa Mansões, Lapinha, Sangradouro, Aeroporto de Confins e a parte baixa do Várzea das Flores não foram afetados. A previsão era de que o serviço fosse restabelecido na noite de quinta-feira. No entanto, a tubulação apresentou novos vazamentos. Apreensivos com a possibilidade de passar o fim de semana sem água, os moradores das demais regiões esperam que o problema seja resolvido ainda nesta sexta.
Amanda Mara Ferreira é proprietária de uma lavanderia no Centro da cidade e conseguiu passar os últimos dias com o reservatório do estabelecimento, mas hoje a água armazenada não será suficiente e ela terá que atrasar algumas entregas. “Eu tenho um reservatório de 3 mil litros. Parece que ontem ele encheu um pouco, mas hoje estou sem trabalhar. Pedi até um caminhão-pipa, mas me disseram que porque a cidade toda está sem água era impossível enviar um. Vou ter que falar com os clientes porque sem água eu atraso a lavagem e a passaderia”, explica a empresária, que também está sem água no bairro onde mora.
Em nota, a Copasa informou que os técnicos da empresa continuam trabalhando no reparo da adutora para solucionar o problema o mais rápido possível. Ainda segundo a companhia, o abastecimento emergencial em hospitais, postos de saúde e escolas está sendo feito por caminhões-pipa.
Sobre as situação nas escolas, a assessoria de imprensa da prefeitura de Lagoa Santa informou que a Escola Municipal Dona Maruca, no Bairro Ovídio Guerra, liberou os alunos pela manhã porque não conseguiram um caminhão-pipa. Caso consigam abastecimento, haverá aulas no turno da tarde. Se não, é possível que os estudantes tenham os primeiros horários, mas também sejam liberados mais cedo. Nos postos de saúde e outros órgãos da prefeitura o funcionamento é normal.
Já a Secretaria de Estado de Educação informou que das cinco escolas estaduais da cidade, duas interromperam as aulas pela manhã por causa da falta d'água: as escolas Pedro Menezes e Nilo Maurício. Nas duas instituições, os alunos do turno da tarde também terão os primeiros horários e vão ser liberados mais cedo.
