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Estado de Minas

Polícia identifica adolescentes que incentivaram invasões a shopping de BH

A PM já tem retratos de seis adolescentes que também incentivaram as invasões. No domingo, estabelecimento acionou a PM e exigiu identidade dos menores de 18 anos, após tumultos na quinta-feira e no sábado


postado em 19/08/2013 06:00 / atualizado em 19/08/2013 10:49

A administração do Shopping Estação BH, que fica na Avenida Cristiano Machado, 11.833, em Venda Nova, adotou ontem medidas para reforçar a segurança depois de duas gangues de jovens, a maioria adolescentes, provocarem tumulto na quinta-feira e no sábado. Alguns deles já foram identificados. À noite, o subcomandante do 13º Batalhão da Polícia Militar, major Westerley Martins, esteve no setor de segurança do centro comercial analisando imagens de integrantes de grupos que estariam incentivando invasões ao local pelas redes sociais. Durante todo o dia, seguranças do shopping se posicionaram nos principais acessos e a entrada de menores de 18 anos só era permitida quando acompanhados dos pais.

Em nota, a direção do Estação admitiu o reforço da segurança com ações preventivas e parceria com a polícia e Juizado da Infância e Juventude, para preservar clientes e lojistas. A assessoria do shopping não deu detalhes sobre as confusões causadas pelos jovens, que levaram medo aos frequentadores e funcionários das lojas do centro de compras, mas afirmou que não houve saques e nem pessoas feridas durante os dois episódios. No sábado, segundo informou o major Westerley Martins, foram detidos dois adultos, de 19 anos, e seis adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. “Cerca de 400 se aglomeraram depois de uma convocação pela rede social. Eles tinham o objetivo de criar um clima de insegurança, fazer tumulto e saques em lojas”, disse o oficial.

"Cerca de 400 jovens se aglomeraram depois de um convocação pela rede social. Eles tinham o objetivo de criar um clima de inseguranças, fazer tumulto e saques em lojas" - Westerley Martins, major da Polícia Militar (foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press)
De acordo com uma fonte policial, dois jovens maiores de 18 anos teriam simulado uma briga numa área do Estação BH. “Era apenas uma forma de criar tumulto para que, na correria das pessoas, saqueassem duas grandes lojas de departamento, além de sair sem pagar da praça de alimentação. No site, a convocação determinava o horário de 15h30 para o início do ‘0800’, porém, nossa equipe chegou e impediu a ação”, disse o militar, que pediu para não ser identificado. A gíria ‘0800’ era uma forma de se comunicarem sobre os saques e em quais lojas seriam.

A PM já tem retratos de seis adolescentes que também incentivaram as invasões. Um deles aparece em foto na rede social fumando um cigarro supostamente de maconha. De acordo com um segurança do shopping, esse tipo de ataque já teria ocorrido também em um grande centro de compra de Contagem, na Grande BH. O grupo também está planejando ataques em outros shoppings da capital. Na quinta-feira, no feriado, mais de 5 mil jovens teriam participado do encontro.

TENSÃO
A atendente E., de 30, trabalha numa das lojas do Estação BH e disse que no feriado o clima foi de tensão. “Na quinta-feira houve correria e muitos lojistas fecharam, temendo os saques. Disseram que alguns tiveram prejuízos e que uma mulher e uma jovem ficaram feridas. No sábado, antes que se repetisse o tumulto, a segurança agiu com apoio da PM”, disse a atendente.

As medidas adotadas ontem, com seguranças barrando os adolescentes nos acessos do shopping, foi alvo de críticas. O estudante F., de 15 anos, acompanhado de dois colegas, Bruno Henrique Silva, de 19, e Davidson Andrade, de 18, ficou do lado de fora. “Viemos de Vespasiano e nem sabíamos dos tumultos. Que lei proíbe adolescente de entrar num shopping?”, questionou. O casal Keila Floripes, de 30, e Hugo Henrique, de 25, também foi barrado, pois não estava com documentos. “Meu marido foi buscar nossas carteiras de identidade. Estão barrando as pessoas por outros critérios.”

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