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Estado de Minas

Onde há dúvida jovens católicos levam a fé

Após uma semana em Belo Horizonte, jovens de todo o mundo demonstram que devoção e juventude podem caminhar lado a lado e expressam em vários idiomas um desejo comum: de que o papa Francisco seja o intérprete dos anseios daqueles que são o futuro do catolicismo


postado em 22/07/2013 00:12 / atualizado em 22/07/2013 07:13

Gustavo Werneck

 

 

Gabriela Alves, 16, Tatiana Azevedo, 21, e Giulia Souza Mendes, 14(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Gabriela Alves, 16, Tatiana Azevedo, 21, e Giulia Souza Mendes, 14 (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Mãos negras, brancas, morenas, mestiças, todas entrelaçadas nos altos propósitos da amizade e da esperança. Os milhares de peregrinos estrangeiros que passaram a semana em Belo Horizonte se preparando, com fé, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013) que começa amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), querem – e muito – ouvir a palavra do papa Francisco, que chega hoje à capital fluminense para presidir o maior encontro mundial de católicos. Para a maioria dos jovens, deve ser um discurso de paz, de igualdade, contra a violência e a favor da vida. Mas, antes mesmo de ouvir a mensagem, eles expressam suas próprias expectativas ao pontífice. Unidos à beira da Lagoa da Pampulha, rapazes e moças do Brasil, Zimbábue, México, Holanda, França, Espanha, Bolívia e outros países destacam a importância de Francisco para pavimentar os novos caminhos da Igreja. “O que eu mais quero é que ele reze pelo meu país”, resume o estudante de direito boliviano José Gabriel Apazer Aguilar, de 21 anos, morador de La Paz.

Com um violão no braço e a força da juventude no olhar, José Gabriel acredita que, na verdade, é o mundo inteiro que precisa de paz. “No meu país há muitos conflitos, muitas questões políticas em jogo. É preciso que as comunidades católicas sejam fortalecidas”, afirmou o estudante, antes de se juntar ao grupo de estrangeiros e mineiros e posar para uma foto em frente à Igreja da Pampulha. Ao lado estão companheiros desta jornada, o conterrâneo Carlos Andrés Flores, de 20, estudante de eletrônica, e o mexicano da cidade de Monterrey Gonzalo Rodrigues, de 27. De chapéu e esbanjando entusiasmo, Gonzalo quer muito compartilhar a experiência com os outros jovens. “Vamos transpor as barreiras do idioma e mostrar que o mais importante é ser católico. Queremos ouvir e ser ouvidos por meio da fé”, afirmou o mexicano.

Os nomes são quase impronunciáveis para os brasileiros, mas a delegação do Zimbábue, país africano em que se fala inglês, conquistou a cidade pela simpatia e demonstração de afeto pelo Brasil. Os amigos Ndabezhinhluu Dub, de 22, Njqabut Ncub, de 21, resumiram a presença do papa em duas palavras: “Peace and love”, trocando em miúdos, “paz e amor”, uma mensagem eterna e de efeito imediato. De repente, com um sorriso, Ndabezhinhluu dá meia-volta e completa: “Que o papa nos cubra de bênçãos”.

'Os jovens precisam de atenção, de aproximação. Muitas vezes, eles fazem um pedido de socorro ou de ajuda e não são ouvidos. As drogas podem ser um retrato disso', Ademir Mendes Borges, de 29 anos, estudante de filosofia(foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
'Os jovens precisam de atenção, de aproximação. Muitas vezes, eles fazem um pedido de socorro ou de ajuda e não são ouvidos. As drogas podem ser um retrato disso', Ademir Mendes Borges, de 29 anos, estudante de filosofia (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)


PERCUSSÃO A turma do Zimbábue, que enviou 250 jovens ao Brasil, incluindo estudantes e profissionais liberais da capital Harare e outras cidades, se destaca pelas roupas coloridas, pelo som contagiante dos seus tambores e pela alegria ao falar do Brasil. Batucando na maior animação estavam os estudantes Phillip Kuona e Fredereck Madembo, ambos de 21, que também acreditam que o amor e a paz no coração representam antídoto poderoso contra todos os males. Ao longo da Semana, jovens de outras partes do mundo se uniram numa grande corrente de fraternidade. Há uma semana chegaram a BH os amigos Matthew Wong, de 22, e Tarcia Wong, de Cingapura. O maior desejo de ambos é de que os participantes da JMJ se tornem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. “Vamos ao Rio de Janeiro com muita devoção”, disse Matthew, resumindo o sentimento de milhares de jovens que a partir de amanhã, mais que nunca, esperam ouvir e proferir palavras abençoadas que, em qualquer idioma, possam ser traduzidas dentro do espírito de união, solidariedade, fraternidade, paz e fé.

 

 

 

As 10 esperanças

Peregrinos que vão se encontrar com o líder dos católicos durante a Jornada Mundial da Juventude dizem o que esperam, em 10 tópicos, do papa Francisco e da Igreja

Fortalecimento da fé

Palavras de esperança

Mensagens de amor e paz

Propostas para aumento do número de católicos nas celebrações

Acolhimento dos jovens para que se tornem verdadeiros discípulos de Jesus

Socorro aos dependentes químicos

Entendimento da misericórdia de Deus, que se traduz por solidariedade e fraternidade

Abertura para propor ideias

Demonstração de como é viver na fé católica

Compreensão dos ensinamentos professados há mais de dois mil anos


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