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Estado de Minas

Genética é usada por casais para previnir doenças em filhos


postado em 16/06/2013 06:00 / atualizado em 16/06/2013 07:27

O sequenciamento genético também já é usado por casais com predisposição de doença genética para evitar filhos com doenças sérias. O teste de Diagnóstico Genético Pré-Implantação (PGD) reduz consideravelmente as chances de um herdeiro com doenças graves como fibrose cística, Huntington, adenoleucodistrofia, distrofia uscular de Duchenne, hemofilia entre tantos males genéticos. A técnica é usada em conjunto com a fetilização in vitro. Permite a identificação genética dessas doenças ainda no estágio de embrião, quando este está com três dias e tem oito células. De acordo com o especialista em reprodução assistida e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Selmo Geber, esse rastreamento ocorre antes da implantação dos embriões no útero. “Retiramos essa célula e fazemos testes nela. Se estiver saudável, o embrião é colocado no útero. Mas nem todas as oito células carregam exatamente as mesmas informações genéticas. Então, um problema ainda é possível de aparecer. Mas as chances são reduzidas a 5%. Temos casos de teste com seis embriões de um mesmo casal e os seis com problemas”, aponta.

O ginecologista mineiro diz que o aconselhamento, nesse caso, pode ajudar o casal a ter ou não um filho. “Uma das doenças que podem afastar a paternidade é a Óleo de Lorenzo, ligada ao cromossoma X. Se se manifestar na infância, pode levar à morte em cinco anos”, lembra.

Além de diminuir as chances de doenças genéticas, a técnica também pode ser aplicada para beneficiar mulheres que sofrem com abortos de repetição ou aquelas com mais de 35 anos, que naturalmente têm a fertilidade reduzida. Segundo Geber, diversos casos de perdas consecutivas de gestação podem ser explicados por uma alteração genética em um dos genitores, que pode ser transmitida para o embrião. Assim, o próprio útero cuida de impedir a evolução do feto.


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