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Estado de Minas

Rua Platina é palco de perigo e desrespeito

Excesso de carros e falta de educação de motoristas e de manutenção de asfalto e calçadas sufocam a Rua Platina, importante corredor de trânsito da Região Oeste de BH


postado em 11/06/2013 06:00 / atualizado em 11/06/2013 07:51

 

Como não há vias próximas para receber parte dos veículos, a Platina tem congestinamentos diários, devido ao tráfego intenso e estacionamento irregular. Pedestres correm risco ao atravessar sem segurança (foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Como não há vias próximas para receber parte dos veículos, a Platina tem congestinamentos diários, devido ao tráfego intenso e estacionamento irregular. Pedestres correm risco ao atravessar sem segurança (foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Uma das principais vias dos bairros Prado e Calafate, na Região Oeste de Belo Horizonte, devido à grande circulação de ônibus, proximidade de uma estação de metrô e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, a Rua Platina deveria contar com fluxo organizado de veículos, asfalto em perfeitas condições, fiscalização diária e educação dos motoristas ao longo de seus dois quilômetros Mas, na prática, falta tudo isso e sobram problemas que complicam a vida de quem depende da rua. O pavimento está desgastado, há estacionamento proibido em quase todos os quarteirões, congestionamentos frequentes e faltam faixas de pedestres com semáforo.

 
O gargalo no trânsito e o risco de atropelamento para pedestres, que se espremem entre os carros para atravessar sem segurança, compõem um cenário alheio que carece de intervenção do poder público. Passageira do metrô, a relações-públicas Raquel Araújo, de 38 anos, convive diariamente com o perigo. O acesso à Estação Calafate pela Platina é feito em uma altura da via em que não há faixa de pedestre. O jeito é esperar. “A dificuldade aqui é muito grande para chegar ao outro lado. O trânsito é muito intenso e é preciso implantar mais faixas de pedestre”, diz.

Excesso de carros e falta de educação de motoristas e de manutenção de asfalto e calçadas sufocam a Rua Platina, importante corredor de trânsito da Região Oeste de BH(foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Excesso de carros e falta de educação de motoristas e de manutenção de asfalto e calçadas sufocam a Rua Platina, importante corredor de trânsito da Região Oeste de BH (foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
A cada minuto inúmeras pessoas deixam a estação e chegam à rua. Quase ninguém volta e usa a faixa de pedestre com semáforo a cerca de 200 metros dali. “O sinal fica muito tempo aberto para os carros e pouco para os pedestres, o que desanima as pessoas”, reclama Mauro de Castro, 53, há 37 anos responsável por uma relojoaria na Platina. Ele conta que o horário mais complicado é o o fim do dia: “Entre as 18h e as 19h fica tudo travado, é uma rua de passagem e o movimento é muito grande”.

Outro grave problema é o estacionamento irregular. Há grande demanda e pouca oferta de vagas. Entre a Avenida Silva Lobo e as ruas Doutor Gordiano e dos Andes, onde o comércio é maior, não é permitido estacionar, mas motoristas ignoram a proibição e deixam os carros em pontos de ônibus e sobre as calçadas. O engenheiro civil e consultor em transporte e trânsito Silvestre de Andrade Puty Filho ressalta que um veículo estacionado em local de grande circulação, como a Platina, compromete muito a fluidez. “Um carro que para em uma faixa livre pode prejudicar 2 mil veículos em uma hora”, alerta.

Andrade destaca que os problemas na Platina têm reflexo grande na região que exige fiscalização e manutenção frequentes. “Ruas como a Platina, Niquelina (Leste) e Jacuí (Leste e Nordeste) refletem a realidade de uma cidade que cresceu desordenada”, avalia o engenheiro.

No caso do entorno da Platina, falta opção para criar mão única na via, que vai da Avenida do Contorno até a Avenida Silva Lobo. “Não há uma via com capacidade para o trânsito no outro sentido. Há muita descontinuidade nas ruas em volta, o que obrigaria a abertura de um verdadeiro caminho de rato para o trânsito circular no sentido contrário”, acrescenta.

Fiscalização e requalificação

 Comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), o tenente-coronel Roberto Lemos afirma que a Rua Platina tem fiscalização constante de uma equipe integrada com a BHTrans. “Como a área é de trânsito frequente de militares, sempre há fiscalização, seja pela equipe do BPTran integrada com a Guarda Municipal e BHTrans ou por outros policiais em serviço”, garante. O militar atribui os problemas ao crescimento da região e critica as condições do asfalto, além da falta de faixas de pedestres. “A região necessita de um tratamento na pista e nas calçadas para ordenar a circulação”, completa.


(foto: ARTE EM)
(foto: ARTE EM)
Em nota, a BHTrans informou que já estuda um projeto de requalificação viária da Rua Platina, que estabelece “a organização da distribuição das faixas de trânsito, correções geométricas e adequações de calçadas, das áreas de estacionamento, das travessias para pedestres e dos pontos de embarque e desembarque do transporte coletivo. O projeto não tem data para ser concluído”.

A empresa afirma que não existe outra via para reduzir o fluxo de veículos da Platina, o que inviabiliza a criação de mão única. A BHTrans garante que faz fiscalização constante com equipes integradas com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Também por meio de nota, a Secretaria Municipal de Obras informou que não há projeto de obra viária de grande porte para a região, nem sequer previsão de recapeamento.


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