A Polícia Federal (PF) faz nesta quinta-feira uma operação de combate a roubo de cargas em Minas Gerais e outros seis estados. Assaltantes, caminhoneiros e funcionários de empresa de rastreamento de veículos são procurados. Cerca de 200 policiais estão nas ruas para cumprir 35 mandados de prisão, além de 38 de busca e apreensão. A quadrilha especializada em interceptar caminhões nas estradas brasileiras age de forma violenta, montando emboscadas para os motoristas. A polícia estima que o bando tenha causado um prejuízo de quase R$ 50 milhões.
Em Minas, os mandados são cumpridos em Uruana de Minas, região noroeste, Uberlândia, Ituiutaba e Uberaba, no Triângulo Mineiro. As investigações começaram há mais de um ano com a identificação de membros da organização criminosa em Tocantins. Segundo a PF, além desse estado, a rota de atuação da quadrilha passa pela Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará e São Paulo.
De acordo com a PF, os bandidos sequestravam motoristas nas rodovias e contavam com a cumplicidade de alguns caminhoneiros que também são procurados durante a Operação Piratas do Asfalto, nesta quinta. Os criminosos usavam potentes bloqueadores de sinal de celular – chamados jammers – para evitar o rastreamento dos caminhões e da carga roubada. A PF também investiga a possível participação de funcionários das empresas de monitoramento e segurança eletrônica no esquema criminoso.
Investigação
Durante as investigações, a PF monitorou 17 casos de roubo/furto de cargas, em algumas situações as cargas estavam avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Os bandidos não faziam distinção de produtos, roubando desde comida, eletrônicos, máquinas a materiais de construção. Somente em máquinas agrícolas a PF já recuperou um total aproximado de R$ 3,6 milhões. Nesse período, os policiais também realizaram 12 prisões em flagrante, alguns destes suspeitos já estão em liberdade e voltaram a ser presos por força de mandados de prisão cautelares.
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PF procura membros de quadrilha especializada em roubo de carga nas estradas
Policiais montaram a Operação Piratas do Asfalto para buscar assaltantes, caminhoneiros e funcionários de empresa de rastreamento de veículos envolvidos em roubos em Minas e outros seis estados. A quadrilha atuava com violência sequestrando motoristas e pode ter causado prejuízo estimado de R$ 50 milhões
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