A Justiça de Minas Gerais em Montes Claros condenou o motorista de táxi José Ferreira Bastos, também conhecido como Zé Gotinha ou Zé Mato Seco, 49 anos, por tentativa de homicídio. No dia 10 de novembro de 2006, ele disparou sete tiros na cabeça de sua companheira, Patrícia Pereira Gonçalves, que sobreviveu. O crime teve repercussão internacional.

Em novo julgamento, que começou na manhã desta quinta-feira, a defesa do taxista afirmou que o réu agiu sob forte emoção e que não tinha a intenção de matar Patrícia. Os advogados alegaram que a mulher havia provocado o taxista.
O júri, no entanto, não se convenceu e considerou o réu culpado. A sentença proferida pelo juiz Fausto Geraldo Ferreira Filho foi de quatro anos em regime aberto. A pena, no entanto, será cumprida em prisão domicilar, já que em Montes Claros não há casa de albergados. José só poderá sair de casa durante o dia para trabalhar e voltar à noite para casa. No entanto, não haverá vigilância na residência.
O crime
Revoltado com o fim do relacionamento - que durou uma no e 10 meses -, o taxista José Ferreira foi à casa da ex-companheira e tentou agredi-la com uma faca. Depois, o homem sacou o revólver e disparou sete tiros, sendo que seis pegaram na cabeça e um na mão direita da mulher.
A vítima foi socorrida e surpreendeu os médicos da Santa Casa de Montes Claros, que identificaram seis projéteis alojados no couro cabeludo, sem penetrar no crânio.
