Troncos de árvores do Parque Municipal cortadas há quase dois anos estão empilhados em uma área verde do Bairro Horto, Região Leste de Belo Horizonte. As madeiras foram retiradas em meados de janeiro de 2011 após uma árvore ter caído sobre uma mulher que fazia caminhada pelo local. Ela morreu na hora. O material, doado ao artesão Wallace Pisani, que confecciona móveis, permanece na Praça Guará, em frente à Estação Horto do metrô, onde fica seu ateliê.
Ele afirma que começou a trazer as madeiras e acabou as deixando no local, mas garante que zela pelo espaço. “Não é lixo. As toras estão aí porque até então eu não tinha um lugar para deixá-las. Faço meu trabalho com elas. E enquanto elas estão lá eu cuido da praça, capino, tento deixá-la bonita”, afirma. O local foi tomado quase que inteiramente. Pisani conta que já tem um lugar para possível transferência, porém seria um “serviço caro”, com necessidade de contratar transporte especializado. “Já tem um lote na Avenida Petrolina, aqui no Bairro Horto mesmo. Vou colocá-las lá, mas ainda não fiz isso, pois preciso contratar um caminhão munck e isso fica em torno de R$ 6 mil a R$ 7 mil”, disse.
Pisani alega que não teve a intenção de ocupar uma área pública indevidamente e que tem planos de colaborar quando houver a retirada completa. “Assim que eu tirar as madeiras pretendo continuar limpando e cuidando da praça. Quero fazer alguns bancos e preservar esse espaço.”
De acordo com a assessoria de imprensa da Regional Leste, fiscais da prefeitura foram ao ateliê para verificar se Pisani tem autorização para manter o material no local. Porém, ele não foi encontrado para prestar esclarecimentos. A visita seria remarcada, mas a assessoria não soube informar se ela já foi feita. Caso seja constatada alguma irregularidade, o artesão pode ser notificado. De acordo com o Código Municipal de Postura, é proibido deixar objetos particulares que ocupem o espaço em locais públicos.
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Praça do Bairro Horto acumula troncos de árvores há quase dois anos
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