A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio no caso do desaparecimento do motorista da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Amauri Cléo Matos, de 51 anos. Ele sumiu na sexta-feira à noite, quando viajava de Itumirim para Lavras, no Sul de Minas. Um adolescente foi apreendido com o carro da vítima e confessou o roubo. Porém, diz que brigou com o condutor e o deixou, inconsciente, às margens da BR-265. O corpo ainda não foi encontrado.
Para o delegado Lucas Romão, da 1ª Delegacia Regional de Lavras, há várias frentes de investigação. “Estamos trabalhando em hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte e também com outras possibilidades. Não podemos descartar nada, mas a maior probabilidade é que tenha acontecido o assassinato. Acredito que ele tenha jogado o corpo em outro local”, afirmou.
Quando o carro foi recuperado pela Polícia Militar, outros dois menores, ambos de 16 anos, foram apreendidos. “Esses dois adolescentes negaram a participação no crime, o que foi confirmado pelo outro envolvido. Mas isso está sendo averiguado”, relatou Romão. Um homem que receptou os materiais roubados do veículo também foi preso. “O som e o macaco hidráulico foram encontrados com esse receptador. Ele disse que comprou o material por um grama de crack”, diz o delegado.
Mesmo acreditando na hipótese de latrocínio, a polícia ainda faz diligências para tentar encontrar o homem. “Recebemos algumas denúncias de pessoas que dizem ter visto o Amauri aqui em Lavras. Averiguamos todas e nenhuma teve fundamento”, informou Romão. Nesta segunda-feira, o adolescente que confessou ter roubado o carro será ouvido novamente na delegacia da cidade.
Drama da família
Enquanto o motorista não aparece, a família da vítima vive uma angústia. Por meio do Facebook, a mulher de Amauri demonstra o sentimento de tristeza e saudades. “Meu marido, pai de família, foi espancado furtado, desparecido por menores, desde dia 11 de janeiro e até agora nada dele, e os menores já estão soltos em casa com sua família e o meu marido desaparecido. E eu louca. O que vocês acham disso, vocês podem acreditar nas leis do menor”, criticou Magda Mattos. “O menor pode matar, roubar e votar, menos ser preso e pagar pelo que fez”, completou.
Pouco tempo depois, ela clamou por justiça. “Não posso calar diante de tanta barbaridade. Brasil, vamos lutar juntos para mudar as leis do estatuto do menor”.
