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Estado de Minas

Presa mulher que matou criança que se recusou a comer em Teófilo Otoni

A mulher bateu na criança com um pedaço de madeira depois que esta cuspiu a comida nela


postado em 04/01/2013 15:57 / atualizado em 04/01/2013 20:50

Está presa no Presídio de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a jovem de 20 anos que matou a enteada de um ano e sete meses. O crime aconteceu depois que a criança vomitou na mulher enquanto comia mingau. Nervosa, a madrasta pegou um pedaço de madeira e bateu na menina. Jeane Fernandes Mota confessou o assassinato e se disse arrependida.

O crime aconteceu no dia primeiro de janeiro na casa da mulher. Ela era namorada do pai da criança e foi contratada pela família para cuidar da menina há cerca de três meses. Na virada do ano, o casal foi para uma festa durante a noite e Jeane voltou sozinha para tomar conta do bebê. Na manhã seguinte ficou enfurecida ao dar comida para a garota. “Ela falou em depoimento que a criança estava 'pirraçando' enquanto comia mingau. A menina cuspiu a comida nela e a jovem acabou perdendo a paciência e deu uns tapas nela. Novamente a criança voltou a fazer o mesmo e sujou a roupa e a cama da mulher, que desta vez deu uma chinelada. Como a garota não parava de chorar, Jeane resolveu pegar um pedaço de madeira do armário e deu um golpe no abdômen da menina”, afirma a delegada responsável pelo caso, Verônica Zimmerer da Silva.

Após a agressão, a mulher alegou que a criança caiu e bateu a cabeça. Também disse que em outras duas ocasiões, durante aquela manhã, a menina voltou a machucar o crânio, durante o banho e quando estava deitada na cama. Versão que não conveceu a polícia.  

O pai da criança só foi avisado sobre o caso pela mulher na parte da tarde. Quando chegou no local, não havia mais tempo para o socorro. “Quando chamou o pai e ele chegou, a menina já estava sem vida. Tanto que ao invés de chamar o socorro, o homem ligou direto para a funerária”, explica a delegada. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade e o legista constatou as agressões.

“A mulher afirmou para a Polícia Militar e parentes que a menina passou mal e teve convulsões. Essa seria a causa da morte para ela. Mas no dia seguinte quando tivemos acesso ao boletim de ocorrência e ao laudo do IML já abrimos inquérito de homicídio”, conta Zimmerer. Jeane acabou presa nessa quinta-feira em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Na delegacia, confessou o crime. A madeira usada no assassinato foi recolhida da casa da mulher.

Sequência de agressões

O pai da criança também foi chamado para prestar depoimento. Ele afirmou à polícia que os vizinhos já haviam o alertado que a jovem batia constantemente na garota. “No primeiro momento não podemos dizer que o pai vai ser indiciado, mas pode ser que no final das investigações fique demonstrado negligência e omissão por parte dele”, diz a delegada.

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