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Estado de Minas

Funcionários dos Correios encontram pacote com ossos em Uberlândia

Pacote veio de Garanhuns (PE) com destino à cidade mineira. Polícia Militar voltou aos Correios nesta manhã para registrar a ocorrência. Ainda não é possível afirmar se são ossos humanos.


postado em 06/06/2012 11:29 / atualizado em 06/06/2012 12:10

Segue sem explicação o caso de um pacote com ossos encontrado por funcionários do Centro de Distribuição dos Correios em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na segunda-feira. A empresa, seguindo determinação da central em Brasília, foi orientada a se pronunciar através de nota. De acordo com a Assessoria de Comunicação Social dos Correios em Minas, os ossos foram identificados através de um aparelho de raio-x.

A encomenda foi postada em Garanhuns (PE), cidade onde ocorreu o episódio conhecido como o dos “canibais de Garanhuns”, quando três pessoas foram presas acusadas de assassinatos em série e canibalismo. O destino da encomenda era a cidade de Uberlândia. Ainda não é possível afirmar se os ossos encontrados são humanos.

Segundo o tenente Leandro Ângelo de Menezes, comandante da 171ª Companhia do 32º Batalhão da Polícia Militar, os policiais foram acionados pelos Correios, mas o procedimento padrão da empresa seria comunicar a Polícia Federal (PF), embora qualquer órgão policial possa fazer o registro. Eles foram orientados a entrar em contato novamente com a PF. Como até esta quarta-feira o caso não teria sido registrado junto à Polícia Federal, os militares da companhia voltaram aos Correios para fazer o boletim de ocorrência. A perícia também foi acionada. Sobre o conteúdo da caixa, o policial suspeita que possa ter relação com algum culto religioso. “Dentro da embalagem havia quatro pequenos ossos, um pedaço de tábua com alguns nomes e uma cruz envolta em um pedaço de couro”, explica o militar.

A Polícia Civil de Uberlândia informou que até o momento não teve acesso oficialmente ao caso. Ao ser notificada, a PC encaminha o material ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde será examinado. Caso seja confirmado que trata-se de partes de uma ossada humana, uma carta precatória é encaminhada a Garanhuns para que a Polícia Civil de lá procure ouvir o responsável pela postagem. A Polícia Federal (PF) de Uberlândia também disse não ter sido acionada a respeito da ocorrência.


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