Segue sem explicação o caso de um pacote com ossos encontrado por funcionários do Centro de Distribuição dos Correios em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na segunda-feira. A empresa, seguindo determinação da central em Brasília, foi orientada a se pronunciar através de nota. De acordo com a Assessoria de Comunicação Social dos Correios em Minas, os ossos foram identificados através de um aparelho de raio-x.
Segundo o tenente Leandro Ângelo de Menezes, comandante da 171ª Companhia do 32º Batalhão da Polícia Militar, os policiais foram acionados pelos Correios, mas o procedimento padrão da empresa seria comunicar a Polícia Federal (PF), embora qualquer órgão policial possa fazer o registro. Eles foram orientados a entrar em contato novamente com a PF. Como até esta quarta-feira o caso não teria sido registrado junto à Polícia Federal, os militares da companhia voltaram aos Correios para fazer o boletim de ocorrência. A perícia também foi acionada. Sobre o conteúdo da caixa, o policial suspeita que possa ter relação com algum culto religioso. “Dentro da embalagem havia quatro pequenos ossos, um pedaço de tábua com alguns nomes e uma cruz envolta em um pedaço de couro”, explica o militar.
A Polícia Civil de Uberlândia informou que até o momento não teve acesso oficialmente ao caso. Ao ser notificada, a PC encaminha o material ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde será examinado. Caso seja confirmado que trata-se de partes de uma ossada humana, uma carta precatória é encaminhada a Garanhuns para que a Polícia Civil de lá procure ouvir o responsável pela postagem. A Polícia Federal (PF) de Uberlândia também disse não ter sido acionada a respeito da ocorrência.
