A Polícia Federal (PF), com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), faz uma operação em Belo Horizonte e outras cidades do Brasil para apurar denúncias de venda clandestina de toxina botulínica. Além da capital mineira, serão cumpridos 23 mandados judiciais contra distribuidores, médicos e clínicas em Recife (PE), João Pessoa (PB), São Paulo (SP), Caruaru (PE), João Pessoa (PB), Patos (PB), Natal (RN), Teresina (PI), Aracaju (SE) e Maceió (AL).
A toxina botulínica tem o nome mais popular de "botox", uma marca americana conhecida da substância. O produto é usado em aplicações estéticas e para tratamento de disfunções neurológicas e motoras. As investigações indicaram que, há pelo menos cinco anos, as substâncias estão em circulação no mercado brasileiro. Segundo a polícia, a toxina ilegal entra no país país e acaba sendo vendida para médicos de diversas cidades.
No mercado ilícito, a toxina é comercializada por preços que variam entre R$ 350 a R$ 400 a unidade, ao passo que o exemplar autorizado pode chegar a R$ 1000. De acordo com a PF, em apenas um dia a quadrilha de comerciantes chega a lucrar R$ 5 mil com os produtos ilegais.
Os envolvidos responderão por crime hediondo contra a saúde pública por falsificar, adulterar e corromper produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Também vão responder por contrabando e formação de quadrilha.
No fim da manhã, a polícia informou que em BH, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, dois de condução coercitiva e não houve prisão.
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Polícia Federal faz operação contra venda clandestina de botox
Estão na mira da polícia distribuidores, médicos e clínicas de Belo Horizonte e mais 10 cidades brasileiras
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