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Estado de Minas

Advogada e presidiário são enquadrados por tráfico

Eles faziam parte de uma quadrilha especializada em venda de maconha. A droga era comprada no Paraguai e vendida em Minas. O comércio poderia render R$ 3 milhões ao grupo


08/09/2011 11:52 - atualizado 08/09/2011 13:08

(foto: Paulo Filgueiras/EM DA Press)

A polícia prendeu uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas que trazia maconha do Paraguai para vender em Belo Horizonte e na região metropolitana. Entre os suspeitos está uma advogada, grávida de três meses, que seria responsável por distribuir parte da droga. Um detento da Penitenciária da Nelson Hungria, em Contagem, também fazia parte do esquema de venda que poderia render aos envolvidos cerca de R$ 3 milhões.

Há alguns meses, o Departamento de Operações Especiais (Deoesp) começou a investigar uma quadrilha de roubo de joias que atua na Grande BH. Os policiais chegaram a Jeremias da Silva Braz, 28 anos, e Djalma Fernandes dos Santos, de 28, apontados como membros do grupo. Eles marcaram um encontro numa praça do Bairro Nova Suíssa, em BH, para entrega de mercadoria. A polícia flagrou esse encontro, mas para surpresa dos investigadores, o produto trocado pelos suspeitos não era joia. Um tablete de maconha de cerca de um quilo foi o motivo do encontro da dupla. Eles foram presos em flagrante no momento da transação.

Em interrogatório, Jeremias confessou que guardava cerca de 90 quilos de maconha em sua casa, na cidade de Ribeirão das Neves. O suspeito buscou a droga no Paraguai, num Astra, e transportou para Minas Gerais. O criminoso deixou o carro em Foz o Iguaçu, atravessou a fronteia a pé e fez contato com um traficante paraguaio em Ciudad del Este (PA). O estrangeiro levou a droga ao carro, em caixas de papelão. Dessa forma, o produto foi transportado para Minas, no banco de trás do veículo, que passou por diversos estados brasileiros.

Crime organizado

Segundo a polícia, o quilo da droga seria vendido a R$ 250 para a advogada Marilene Luzia das Dores de Souza, 33. Ela repassaria a mercadoria para o presidiário Geraldo Magela da Silva, 45, que comercializaria a maconha por R$ 350 o quilo. Contando com a ajuda de Djalma, o preso venderia os tabletes por R$ 500. O entorpecente seria distribuído na capital, em Santa Luzia e Contagem. De acordo com as investigações, a estrutura do esquema criminoso começava por Jeremias, o transportador, passava por Marilene, a distribuidora, por Djalma, o avaliador da qualidade da droga e chegava ao articulador Geraldo. A polícia investiga se outras pessoas ligadas a Geraldo, como o advogado dele, estão envolvidas no esquema. Os suspeitos foram indiciados por formação quadrilha, tráfico internacional de drogas. Apenas Marilene foi autuada por associação ao tráfico.


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