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Estado de Minas

Mudança de hábito na hora das compras é aprovada pelos consumidores


postado em 12/05/2011 06:00 / atualizado em 12/05/2011 06:30

A proposta de ampliação da lei também foi bem aceita entre os clientes de lojas e supermercados. A presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais (MDCMG), Lúcia Pacífico, destaca a importância da adesão à campanha e adverte: “A recomendação é para que as pessoas não comprem sacolas biodegradáveis, mas mudem seus hábitos e levem sacolas retornáveis, caixas de papelão ou carrinhos para as compras.”

Moradora da Região Central de Nova Lima, a pedagoga Ludmila Zanini, de 40 anos, absorveu com facilidade a proibição da sacola plástica da capital, onde trabalha em uma universidade. “Sempre tive preferência por usar caixas de papel e sacolas retornáveis. O meio ambiente agradece pela implantação da mudança”, conta Ludmila enquanto fazia compras na companhia do filho, Pedro Zanini, no Super Nosso do Vale do Sereno.

Mas, na hora de comprovar a consciência ambiental, ainda há gente com dificuldade para adotar o novo hábito. A pensionista Avelina Mendes Goodsilver, de 60, só se lembrou da sacola retornável quando levava as compras para o caixa da loja do Verdemar, em Nova Lima. “Trouxe as sacolas, mas as deixei no carro”, explicou Avelina, que precisou comprar seis sacolas biodegradáveis para levar os produtos.

O casal Irlene Pinto, de 70, dona de casa, e o advogado Antônio Geraldo Pinto, de 73, também não se furtou do esquecimento. “Temos seis sacolas retornáveis em casa e até trouxemos algumas, mas esquecemos de tirá-las do carro”, contou o advogado. Para eles, a proibição da sacolinha no supermercado de Nova Lima não incomoda. “Achamos que a regra tem de ser nacional, inclusive com proibição para outros tipos de plástico que causam danos ao meio ambiente”, afirmou Irlene.

 


Desde 18 de abril, está abolido em BH o uso de sacos e sacolas plásticas produzidas à base de petróleo. A Lei Municipal nº 9.529/2008 determina a substituição dos materiais por sacola ecológica em todos os estabelecimentos privados e em entidades e órgãos públicos da capital.

O QUE PODE

– Sacola biodegradável compostável: feita de amidos (milho, mandioca ou batata) ou do bagaço de cana- de-açúcar. Não poluente e sem resquícios de toxidade, a sacola tem decomposição natural em 180 dias. Deve ter selo informando que o produto atende as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

– Sacolas retornáveis: feitas de tecidos, lonas, TNT, sisal ou plásticos com espessura mínima de 0,3mm. São resistentes e duráveis .
– Sacos plásticos transparentes: usados para embalar frutas e verduras nos sacolões e carne nos açougues, não são citados na lei, porque não têm finalidade de transporte.

– Saco de lixo biodegradável: produzido com amidos ou bagaço de cana, tem prazo de decomposição de até 180 dias e substitui os sacos de lixo convencionais à base de petróleo.

O QUE PODE ATÉ AGOSTO

– Sacola biodegradável compostável sem selo: Não tem a identificação de atendimento às normas da ABNT, porque foram confeccionadas antes da publicação do Decreto 14.367.

– Reciclada: Sacola de plástico descartável feita com sobras de produção e de plástico reciclado oriundo de catação. Geralmente é colorida (verde, amarela, vermelha ou preta), tem impurezas e resíduos tóxicos prejudiciais para o meio ambiente. O tempo de decomposição é de 200 a 300 anos.

O QUE NÃO PODE

– Sacola de plástico convencional: produzida à base de petróleo, é descartável e tem tempo de decomposição de até 400 anos.

– Oxibiodegradável: Sacola plástica feita de polímero de petróleo que contém o aditivo D2W, que acelera a decomposição. O aditivo faz a sacola se separar em partes menores, mas o processo não ocorre de forma natural, ou seja, ela é quimicamente degradada.

PENALIDADES

– Notificação;

– Multa de R$ 1 mil e, em caso de reincidência, R$ 2 mil;

– Interdição parcial ou total da atividade;

– Cassação do Alvará de Localização e de Funcionamento;

– Denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.

NÚMEROS EM BH

– 450 mil sacolas plásticas eram consumidas diariamente em BH;

– 167 milhões era o consumo de sacolas plásticas por ano;

– 80% é o percentual de redução do uso de sacolas plásticas desde a proibição; os 20% que estão sendo usados são biodegradáveis;

– 90% é a expectativa da PBH de redução do uso de sacolas plásticas biodegradáveis em seis meses;

– R$ 0,19 é o custo da sacola compostável.

Fontes: Secretarias municipais de Meio Ambiente e de Serviços Urbanos e Associação Mineira de Supermercados (Amis)


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