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Estado de Minas VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

Videochat conclui que escolas podem ajudar sociedade brasileira a refazer valores


postado em 18/04/2011 20:41 / atualizado em 18/04/2011 22:01

A escola pode intervir positivamente e ajudar a sociedade a refletir sobre a violência que envolvem crianças e adolescentes no Brasil. O ambiente escolar é o espaço que pode ajudar a sociedade brasileira refazer valores. As instituições de ensino não precisam ter uma função redentora, de salvar todos o problemas da sociedade, mas têm um papel fundamental em relação à recuperação da cidadania no país. Essas reflexões são as conclusões do pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (CRISP), Robson Sávio Reis Souza, depois da discussão sobre violência nas escolas durante o videochat Em Dia com o Cidadão que aconteceu na tarde desta segunda-feira.

O assunto violência nas escolas reascendeu depois do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro. No dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno da instituição, invadiu o local armado e matou 12 crianças, cometendo suicídio em seguida. Em um dos vídeos divulgados recentemente, o assassino diz que o bullying sofrido por ele foi a principal razão do crime.

O debate desta segunda discutiu estratégias de combate ao bullying, legislações que tentam impedir comportamentos violentos nas escolas e as especificidades das agressões no ambiente educacional. Além de Robson Sávio, participaram do videochat a secretária-adjunta de Estado de Educação de Minas, Maria Céres Pimenta e coordenador do Colégio Arnaldo, Tancredo Dimas.

Os internautas participaram enviando perguntas aos convidados. Uma dessa participações foi de uma mãe angustiada com o sofrimento do filho, vítima de bullying na escola. A mãe mudou o filho de colégio por causa das agressões ao aluno que estaria acima do peso. O recado da secretária-adjunta de Estado de Educação de Minas, Maria Céres Pimenta para mãe foi claro. “Ela tinha que insistir na escola para que se discutisse o assunto de crianças acima do peso. É preciso que as pessoas sejam respeitadas na sua individualidade”, afirmou Maria Céres.

Assista ao videochat:





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