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Estado de Minas França

Diversidade de estilos

O circuito internacional de Fashion Weeks chegou ao fim com a mais importante e glamorosa de todas: Paris


23/10/2022 04:00

Isabela Teixeira da Costa
 
Vestido preto
Valentino (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 

Depois de intensas semanas de moda em NY, Milão e Londres, o circuito de desfiles das coleções de primavera- verão para o próximo ano chegou ao fim com os shows apresentados em Paris. Além das importantes e famosas marcas de luxo como Dior, Chanel, Louis Vuitton, Balmain, Saint Laurent, Valentino, Chloé, Hermés, Miu Miu, Elie Saab, outras tantas desfilaram apresentando suas criações.
O que se viu em todas elas foi extravagância e modernidade, até nas mais clássicas, como Valentino, mas para não fazer uma ruptura total com seu DNA. Cada uma colocou peças que representavam seu estilo marcante, quase como um aviso aos antigos e fiéis clientes de que estão renovando e modernizando, para atrair pessoas mais jovens – ação importante em qualquer tipo de empresa – mas que não vão abandoná-los.
 
Estampado
Louis Vuitton (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 
A Miu Miu manteve sua proposta de coleção com modelagem mais jovem, com silhueta marcada e transparências. Miuccia Prada continua oferecendo uma moda que tem tudo a ver com as novas gerações; não é à toa que aquele set de minissaia e cropped de cinto, com botas ou rasteirinhas, bombaram e foram destaque em revistas e redes sociais.
 
Saia branca
Thom Browne (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 
 
Nicolas Ghesquière ficou orgulhoso em mostrar que Louis Vuitton é uma marca da moda bem fashionista. Usou e abusou de elementos exagerados, como bolsos utilitários, muito couro, tachas, ilhós e zíperes e fivelas gigantescos. O designer também conseguiu aproveitar um pouco dos bordados, meias-calças de renda e até mesmo o tweed em um dos vestidos da coleção.
 
Chanel
Chanel (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 
 
Virginie Viard sabe criar coleções para a Chanel que agradam em cheio ao seu público-alvo. Não abandona o amado e tradicional tweed, os bordados brilhantes, fitas, terninhos e os clássicos sapatos de boneca – todos representam muito bem o DNA da marca. As fãs não se decepcionaram e as fashionistas terão que usar de seu olhar mais apurado para encontrar o que gostam. E vão encontrar, porque a Chanel trouxe vestidos transparentes glamorosos e algumas estampas quase abstratas.
 
 Rokh
Rokh (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 
 
Sob a imagem e uma frase de Issey Miyake, o primeiro desfile sob a direção de Satoshi Kondo ficará marcado pela citação: “Vemos o design como um processo impulsionado pela curiosidade, construído sobre uma exploração abrangente — trazendo alegria, admiração e esperança à vida, e, claro, com um toque de diversão”. A coleção é a prova de que a história de Miyake está no caminho certo. Alguns modelos pareciam esculturas de mármore, que, ao se mover pela passarela, mostravam fluidez. Alguns dos tecidos dessa coleção foram feitos 100% à base de plantas, como o poliéster que foi produzido sem o uso de combustível, uma verdadeira inovação.
 
Germanier
Germanier (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)
 
 
Neste desfile prêt-à-porter de primavera-verão da Dior, foi possível ver toques da coleção de alta-costura. É como se Maria Chiuri trouxesse sua autobiografia em cada modelo. A inspiração foi o jardim das Tulherias e a estilista modernizou as vestes da corte, trazendo-as para a época atual. Os desconfortáveis espartilhos abriram espaço para um top, e saias com renda de guêpière remetem aos modelos usados por Catarina de Médici.

YSL: Sofisticação e elegânciaModelos que valorizam a silhueta com caimento natural e impecável. Anthony Vaccarello trouxe sobretudos de couro bem-estruturados, com botões e grandes ombreiras. A cartela de cores é sóbria, mas destaque para um vestido lilás que quebrou o ritmo das cores predominantes. A coleção não lembra muito o clima de verão, a proposta é uma mulher sedutora, dramática e misteriosa.
 
Olivier Rousteing trouxe vida a Balmain com modelos completamente diferentes, com calças pantalona, saias esvoaçantes, um pouco de macramê e vestidos de tule.  Ele soube explorar diversas estampas fantasiosas e renascentistas que conversavam muito bem entre si, além dos tecidos, construções, camadas e texturas.
 
Gabriela Hearst apresentou pela Chloé uma coleção cheia de energia. Foi de vestido de malha com aberturas a  blazer de linho estruturado, passando por peças de couro e chegando ao artesanal crochê. Exagerado e excêntrico. Assim foi o desfile de Thom Browne, com sua estética preppy, Browne conseguiu mesclar um pouco do punk londrino com a realeza, o que resultou em uma moda de gosto duvidoso, mas divertida. Com silhuetas maximalistas, saias plissadas bem volumosas e muito poá.
 
Rok Hwang revisitou a alfaiataria e manteve os cintos e tiras que fazem parte da sua estética. Com muita ousadia, bebeu da fonte do night luxe. Peças plissadas, casacos estruturados, looks em couro com recortes estratégicos para uma mulher decidida e forte. Kevin Germanier – nome promissor que tem recebido muita atenção da moda pela forma como transforma lixo em luxo – se uniu a Gustavo Silvestre numa collab que contou com a participação de algumas alunas trans e refugiadas do Ponto Firme e desfilou 20 peças desenvolvidas em crochê.


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