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Estado de Minas Universal

Bordado é arte

Em nova coleção, Denise Valadares defende envolve um trabalho artístico e que pode circular pelas ruas durante o dia, em looks mais casuais


17/10/2021 04:00

Vestido
"Vista-se de arte" (foto: Leca Novo/Divulgacao)


De tanto ouvir que suas roupas são obra de arte, Denise Valadares resolveu levar essa ideia para uma coleção. “Acredito, sim, que os nossos bordados são arte. Por trás de cada peça tem uma história e um artista”, diz a estilista, que há cinco anos transforma o trabalho feito a mão em desejo. No retorno à passarela, a marca, que leva o nome da fundadora, lança a coleção “Vista-se de arte” e reforça sua proposta de levar o bordado para o dia a dia das mulheres.
 
Calça Azul
Nova coleção, Denise Valadares (foto: Leca Novo/Divulgacao)
 
 
A marca ficou dois anos sem desfilar por causa da pandemia. Denise confessa que estava sentindo falta de mostrar seu trabalho na passarela. “Nada é capaz de despertar desejo como um desfile”, defende a estilista. “Os espectadores veem as roupas com mais brilho nos olhos, como se fosse algo artístico.”
 
Roupa Rosa
A estilista aposta em composições mais leves e delicadas (foto: Leca Novo/Divulgacao)
 
 
A escolha do Palácio das Mangabeiras como cenário, que, pela segunda vez, recebe a CasaCor Minas, se relaciona com o tema da coleção. “Arte e arquitetura têm tudo a ver com a marca e com o meu público. Além disso, desfilar de frente para a Serra do Curral fez toda a diferença”, comenta. Pesou também o fato de ser um espaço ao ar livre, mais seguro em tempos de pandemia.
 
Renda
As modelos desfilaram com roupas leves, de chapéu e sandália (foto: Leca Novo/Divulgacao)
 
 
A área da piscina virou passarela em uma terça-feira de manhã. As modelos desfilaram com roupas leves, de chapéu e sandália, mostrando que bordados não são só para a noite. Essa, inclusive, é a missão da marca. Lá no início, enquanto os outros faziam vestidos longos, Denise bordava moletom. “As pessoas tinham a ideia de que roupa bordada era exagerada e não poderia ir para a rua. Em cinco anos, consegui fazer com que o bordado fosse reconhecido não só pela roupa de festa.”
 
O Branco
Gosto muito de mostrar a feminilidade da mulher (foto: Leca Novo/Divulgacao)
 
 
Os bordados continuam florais, até porque já são característicos da marca. A diferença é que, desta vez, a estilista aposta em composições mais leves e delicadas. As flores são bem pequenas, inspiradas na estampa liberty, que é de origem inglesa e está em alta.
 
Denise é quem desenvolve todos os bordados. Diz que não consegue se desgrudar do processo de criação. A inspiração vem do cotidiano, de flores, cores, viagens e grifes internacionais que seguem o mesmo estilo boho romântico. “Confesso que tenho que buscar muita informação e estar muito inspirada para fazer um bordado novo e surpreender a cada coleção. É um desafio”, comenta.
 
A estilista destaca o cuidado na escolha dos tecidos, para que não deixem o bordado ficar repuxado, e das pedras. Cristais, pérolas, miçangas e vidrilhos devem ser de ótima qualidade para que não sejam danificados com a lavagem. Quando a peça-piloto está pronta, as bordadeiras assumem o trabalho. “A roupa passa por muitas mãos.”
 
Os vestidos correspondem a cerca de 70% da coleção. Segundo a estilista, as clientes gostam de peças únicas, para que não precisem quebrar a cabeça montando um look. Os shapes são fluidos e esvoaçantes, seguindo a vontade de Denise de entregar leveza e frescor. Os decotes estão mais valorizados nesta temporada. “Gosto muito de mostrar a feminilidade da mulher no colo.”
A marca também levou para a passarela short, blazer, calça pantalona e saia curta. Mas Denise não tem dúvida de que a chemise bordada de seda pura azul roubou a cena no desfile. Para ela, essa peça será o must have do verão. Lá, a combinação era com calça jeans.

SUSTENTÁVEL Assim como os shapes, os tecidos são bem variados. Denise deixou de ser a menina dos moletons bordados para levar o handmade a vários momentos do dia. Por isso, a marca hoje trabalha com seda, linho, jeans e tricô. Pelo menos uma matéria-prima tem que ser sustentável. Nesta coleção, ela explora um jeans que não passa por lavagem e um tecido de fibra de garrafa pet.
A coleção tem mais cores do que o habitual. A pedido das clientes, Denise investiu em roupas bem coloridas, que aparecem em tons de rosa, laranja, verde, amarelo e lilás. “Sempre trabalhei com cores mais sóbrias, mas acho que, no pós-pandemia, as pessoas estão querendo vestir cores”, analisa. Apesar do flerte com as cores, os tons neutros ainda são maioria.
 
Denise conta que não teve dificuldade de vender roupas bordadas na pandemia. Pelo contrário, a empresa cresceu. As vendas no varejo aumentaram, principalmente no on-line, e hoje se igualam ao atacado. Neste último ano, a marca abriu mercado fora do Brasil através do site, e contabiliza clientes de vários países, como Estados Unidos, Inglaterra, Itália e França.


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