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Estado de Minas conforto

Pijama fashion: dormir talvez seja a última coisa que você vai querer fazer com estas peças

Estilistas transformam roupas de dormir em peças de desejo para ficar em casa ou sair


20/09/2020 04:00 - atualizado 20/09/2020 10:47

Candê Sua - Kanssei(foto: Leo Coelho/Divulgação - Lucas Magalhães/Divulgação)
Candê Sua - Kanssei (foto: Leo Coelho/Divulgação - Lucas Magalhães/Divulgação)

Pijama virou item fashion no armário. Através do olhar de estilistas, vem ganhando modelagens, estampas e cores que fogem do que já cansamos de ver por aí. São pijamas que levam estilo para momentos de descanso em casa, mas também podem dar uma volta pela rua com atitude. Duas marcas mineiras que entraram nesta onda durante a pandemia veem futuro para suas coleções.
 
O estilista Lucas Magalhães teve a ideia de fazer pijama em dias de tédio no hospital. Durante a quarentena, ele precisou fazer uma cirurgia e ficou internado por 10 dias. “Antes de me internar, procurei pijama para comprar, porque não era de usar, e achei tudo sem graça ou muito caro”, conta. Com tempo ocioso e a cabeça a mil, criou a marca de pijamas Kanssei, cujo nome faz uma brincadeira, em um idioma inventado, com a vontade de sair do confinamento (no hospital e na pandemia).
 
No dia em que saiu do hospital, Lucas já estava com a peça-piloto pronta. Ele optou por trabalhar com um único modelo, para homens e mulheres, com calças e mangas compridas, fechamento com botões, gola e dois bolsos. “É uma modelagem supertradicional de pijama de avô, não tem muita inovação. A diferença está nas propoções, gosto de roupas exuberantes.” A viscose foi escolhida pela questão do conforto. Os pijamas são acompanhados de uma camiseta de algodão, resultando em um conjunto bem versátil, que pode mudar de acordo com o clima.
 
Kanssei(foto: Lucas Magalhães/Divulgação)
Kanssei (foto: Lucas Magalhães/Divulgação)
 
Um dos pontos altos são as estampas, todas extravagantes. O estilista quis levar para os pijamas o seu conhecido background em estamparia, e deu certo. “Lancei a marca com oito estampas e são as mesmas que existem até hoje, nenhuma encalhou.” No catálogo, vemos listras, poá estilizado e florais bem modernos. Os lisos são procurados por quem tem um estilo mais clássico. Apenas preto e branco se repetem, os outros mudam sempre, alternando entre tons de verde, azul, amarelo e laranja.
 
Lucas pensou nos pijamas não só para dormir, mas para ser uma roupa confortável em momentos descontraídos em casa, seja tomando um vinho ou assistindo a um filme. Mas não tem dúvida de que eles podem, sim, ir para a rua. “Estou entendendo que a moda tem que ser quase uma Mãe Dináh, fazendo previsões assertivas. Quem comanda o negócio é o cliente e a demanda da vida que está vivendo”, comenta o estilista, que no verão passado lançou uma coleção de cangas.

Para ele, a Kanssei não se encerra na quarentena. “Fiquei muito surpreso com a quantidade de homens que compraram e estão formando quase uma comunidade, são viciados. Acabam de receber um e já compram outro”, observa. “A grande maioria, como eu, não usava pijama e se enxergou ali dentro da marca, que não é muito comum.” O plano agora é lançar um modelo com short e manga curta e tamanhos infantis, com as mesmas estampas. A malha de algodão também está no radar do estilista.
 

Quimono pijama

 
De vestido a quimono e depois pijama. Alexandre Franco, fundador da Candê, vem se adequando aos desejos das mulheres desde o início do isolamento. No início, quando ninguém esperava que a quarentena fosse durar tanto tempo, as vendas dos vestidos longos e fluidos, que são característicos da marca, não pararam. Mas logo ele teve que pensar em peças para ficar em casa e lançou uma coleção de quimonos. Agora se volta para roupas de dormir.
 
Candê Sua(foto: Leo Coelho/Divulgação)
Candê Sua (foto: Leo Coelho/Divulgação)
 
O novo trabalho é uma parceria da Candê com a marca Sua, de Rebeca Caramêz. Da união surgiu a collab Yug e o conjunto que eles chamam de quimono pijama. A parte de cima tem modelagem de quimono (mangas largas e faixa na cintura) e a parte de baixo de pijama (calça ou short com elástico). A mesma modelagem veste mulheres, homens e crianças. “A ideia é que vire um produto fixo das duas marcas. Acho que a vontade de conforto vai perdurar mesmo depois da pandemia.”
 
Todas em viscose, as peças são frescas, confortáveis e fáceis de usar. Apesar de trabalhar com estamparia e sempre criar vestidos com desenhos exclusivos para a Candê, Alexandre preferiu apostar em cores únicas, que se misturam com modernidade. Por exemplo, branco com roxo, laranja com rosa e verde com azul. “Resolvemos investir em peças coloridas, que podem ser usadas de acordo com a sua vontade. Você faz a sua combinação.” A única estampa é o poá, que aparece em diferentes contrastes.
 
A versatilidade dos pijamas está tanto na combinação de cores quanto no uso. Os estilistas enxergam as peças em vários momentos do dia a dia. “Desde o café da manhã, passando por momentos de bem-estar, lendo um jornal, curtindo preguiça no sofá. É uma roupa moderna para ficar em casa e se sentir aconchegante.” Ao mesmo tempo, o quimono pode fazer as vezes de saída de praia e também de blusa, seja combinando com calça jeans e tênis ou saia e salto alto.


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