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Estado de Minas ARTE FINAL - BRIEFING

A previsão do CEO da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata)


postado em 24/05/2020 04:00 / atualizado em 23/05/2020 06:34

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

 
Vários setores do mercado, mesmo depois que terminar o confinamento, levarão um bom tempo para se recuperar da crise. Um deles é o setor do turismo, com sua vasta cadeia de produção. Na ponta, as empresas aéreas. Sem circulação de pessoas, com quase todas as aeronaves no chão, a sobrevivência é o grande desafio. A previsão do CEO da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Alexandre de Juniac, em entrevista a TV italiana, é de que as viagens aéreas internacionais não devem voltar ao mesmo nível de 2019 antes de 2023. A expectativa para setor global é que as viagens comecem a ser retomadas em etapas: primeiro, voos domésticos, que devem voltar aos níveis pré-pandemia entre o fim deste ano e o início do próximo. A previsão do órgão é que a confiança em viagens internacionais com fins recreativos só será retomada com a descoberta de uma vacina contra a Covid-19.


EFEITO DOMINÓ
O choque causado pela paralisação do setor de viagens desencadeou um efeito dominó de restrição de consumo não só para companhias aéreas. Hotéis, restaurantes, taxistas, artesãos, guias turísticos e lojistas em geral são alguns dos setores também atingidos. Ao todo, a indústria do turismo emprega 300 milhões de pessoas no mundo. O setor movimenta US$ 1,7 trilhão ao ano. Com um terço de todos os empregos do nicho em risco e queda vertiginosa no faturamento, é impossível esperar por uma recuperação mais rápida. 


BOLSA RENOVADA
No mundo capitalista, enquanto uns sofrem outros comemoram. É o caso da bolsa de valores. Apesar da queda dos mercados, a bolsa ganhou entre 300 mil e 350 mil novos investidores nos meses de abril e março. Em entrevista, Luiz Felipe Paiva, diretor de relacionamento da B3, disse que a queda do valor das ações foi vista "como uma oportunidade por muitas pessoas", e que os dias de maior volatilidade na bolsa registraram mais entradas do que saídas de investidores. Por outro lado, o volume negociado por pessoas físicas foi de quase R$ 260 bilhões, apenas 30% a mais que março de 2017.  O estudo mostra que 49% dos novos investidores têm de 25 a 39 anos, e 10%, de 19 a 24 anos. Os homens são maioria (75%) em relação às mulheres (25%). Um grupo de 35% investiu menos R$ 500, e 10% até R$1 mil.


PÁTRIA SEM CHUTEIRAS 
O Brasil virou sinônimo de "país de futebol" pelas expressivas conquistas dentro de campo. Mas, como ensina a sabedora popular, "as aparências enganam". Em nível profissional, os 650 clubes que atualmente disputam competições profissionais no Brasil (todas as divisões de estaduais e do nacional) estão distribuídos por apenas 422 dos 5.570 municípios brasileiros, de acordo com estudo da Pluri Consultoria. Isso significa que cerca de 100 milhões de pessoas (cerca de metade da população do país) vivem em cidades sem futebol profissional. Não bastasse a pouca penetração geográfica, na média, a atividade desses clubes ocupa apenas 35% do calendário útil do futebol, equivalente a cerca de três meses do ano. E esses números devem piorar com a pandemia, uma vez que vários clubes já anunciaram que irão fechar as portas. Veja o estudo em www.pluriconsultoria.com.br/raio-x-do-futebol-brasileiro-por-estado.


COCRIAÇÃO CIVIL
As construtoras têm apostado em campanhas digitais com a participação do consumidor, disseminação de conteúdos educativos e em promoções para garantir as vendas e fidelizar os clientes. A construtora AP Ponto, por exemplo, lançou uma campanha de indicação para premiar aquele que sugerir um potencial comprador, caso a negociação seja efetivada. A construtora também tem investido em conteúdos educativos em mídias sociais, com o apoio de clientes e parceiros, para formar uma rede de trocas durante esse período.


CONEXÃO SENAI 
O Edital de Inovação para a Indústria, lançado pelo Senai, prevê o financiamento para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria brasileira. Uma nova categoria do edital foi lançada recentemente – Conexão Senai Equipamentos de Proteção. O edital vai auxiliar empresas industriais a iniciarem, ampliar ou adaptar suas linhas de produção para fabricação de equipamentos de proteção individual (EPIs) contra o novo coronavírus, como máscaras cirúrgicas, protetores faciais (face shield), vestimentas hospitalares e álcool antisséptico. Empresas do setor industrial de todos os tamanhos, com planta industrial no Brasil, que se interessarem devem se inscrever. Serão destinados 
até R$ 400 mil, distribuídos em até 250 mentorias. Não haverá contrapartida financeira das empresas selecionadas. Para se inscrever, acesse www.portaldaindustria.com.br/senai/canais/edital-de-inovacao-para-industria/categorias/conexao-senai.


LATINOS UNIDOS
Com o propósito de ajudar e levar diversão ao público durante a quarentena, a Skol BEATS irá embalar as noites dos brasileiros com um dos ritmos mais "calientes" da América Latina. Em prol de uma grande causa social, o festival Latinos Unidos irá reunir grandes nomes do reggaeton e pop para arrecadar fundos para instituições de diversos países do continente. No Brasil, BEATS será a responsável pela transmissão dos shows no canal Skol Beats no YouTube – youtube.com/skolbeats – e pelas doações para a Central Única de Favela (Cufa). A primeira live foi realizada dia 16, com show do porto-riquenho Ozuna. Confira a programação em  youtube.com/skolbeats.


MULTIPLIQUE O BEM
A Multiplan, que administra o BH Shopping, Diamond Mall e Pátio Savassi, em BH, proprietária de outros 16 shopping centers no Brasil, lançou a campanha “Multiplique o bem vencendo a COVID-19”, com o objetivo de apoiar organizações que atuam em defesa de comunidades vulneráveis à doença. A ação é parceria da companhia com a startup Pólen, que verifica todas as contribuições. Por meio do site multiplan.polen.com.br/multiplique-o-bem é possível escolher uma das instituições selecionadas para ajudar (Cufa, Instituto Fazendo História ou Pequeno Cotolengo) e definir o valor da doação, a partir de R$ 5. O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito ou boleto bancário.

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