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Estado de Minas MODA

Uma nova elegância

Com coleção jovem e antenada, a Bárbara Bela reinventa o estilo festa com muita cor e contemporaneidade


postado em 29/03/2020 04:00

(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)


A Bárbara Bela é exemplo de como uma marca pode se reinventar para se manter atrativa e fresca com o passar do tempo. Um desafio e tanto para quem está no mercado há mais de 40 anos, já atravessou diversas fases, momentos econômicos, modos e modas. A última delas resultou em uma mulher cosmopolita com um apurado senso de elegância evidenciado na coleção inverno’2020, que está nas lojas da grife em Belo Horizonte e São Paulo.
 
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
Isso porque, segundo Georgiana Mascarenhas, responsável pelo comando da Bárbara Bela junto com a irmã Stefânia, esses pontos comerciais hoje são prioridades na vida da empresa, um grande laboratório que permite que o comportamento das clientes seja testado. “Estamos muito focados na consumidora final e no recado que ela nos passa no dia a dia”, explica a empresária.
 
Dessa forma, para que ela encontre sempre novidades, os lançamentos principais são intercalados por cápsulas, que garantem atualização constante. “Vimos que havia uma bolha no mercado para essas pequenas coleções com peças bem contemporâneas e intercambiáveis, que podem fazer mudar a cara de um look e circular por várias situações”, enfatiza. Exemplos? As saias retas e chiques para serem usadas com camisas com laços em organza. A linha de camisaria é uma dessas novidades que dão um ar cool à marca. “Você pode usar com jeans ou com alfaiataria”, propõe Georgiana. Nessa temporada, tem até cafetã com status de festa e não faltam os poás gigantes do momento. “Cada uma tem a liberdade de fazer seu próprio styling”, ela arremata.
 
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
 
O que não significa que a Bárbara Bela deixou de lado os bordados que fizeram sua fama como marca especializada em roupa de festa. Eles integram uma linha específica, presente em todas as temporadas, para atender um público que não abre mão do figurino. Mas mesmo esse segmento hoje é mais despojado e criativo do que há tempos atrás. Ficou mais moderno.
 
“O conceito de festa mudou bastante, os casamentos estão mais simples, muitos deles acontecem de dia, em praias e resorts. Existe uma preferência por roupas mais fluidas e leves entre as mulheres mais jovens. Mas a mãe da noiva pode querer algo mais gala. Então, trabalhamos com um mix que agrada no geral”, enfatiza a empresária.
 
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
Quem assina o estilo da Bárbara Bela, há três anos, é Vânia Nilsen. Sua entrada no negócio, de acordo com Georgiana, foi um divisor de águas na vida da empresa que, na época, passava por grandes transformações para se manter no mercado, o que envolveu várias ações corajosas, como fechamento da fábrica, dispensa de funcionários, enxugamento de despesas. Do trabalho de  consultoria contratado na época e de uma gestão estratégica afinada, surgiu uma outra Bárbara Bela para conversar com os novos tempos e com essa nova mulher que, a cada dia, detém mais poder.
 
Com atuação na área de acessórios, Vânia foi convidada por Georgiana e Stefânia inicialmente para prestar uma assessoria sobre um acervo que a marca tinha do tempo em que produzia roupas na Índia. “Criei bordados com pedrarias, algo bem moderno, com coisas que eu tinha. Elas gostaram e me chamaram para elaborar uma cápsula de 30 modelos. Foi um sucesso e garantiu a continuidade do trabalho”, conta a estilista que vive entre a Europa – o marido é holandês – e Belo Horizonte. “Isso me dá oportunidade de estar em constante pesquisa sobre os lançamentos europeus, como tecidos, matérias-primas, acabamentos. Fico ligada 24 horas no assunto”.
 
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
(foto: Álvaro fráguas/divulgação)
Uma das suas primeiras pre- ocupações ao assumir o comando do estilo foi dar uma cara mais contemporânea às coleções. “Quando cheguei, predominavam os vestidos com muito brilho ou com decotes marcantes, que eram responsáveis por 50%  das vendas na empresa. Então, tive que ter o maior cuidado para fazer o que eu acredito – uma roupa mais fluída, com volumes bem colocados, e bem fashion. Fui introduzindo as novidades aos poucos”, relata.
 
Um dos truques para acertar a mão foi estabelecer alguns perfis de clientes para os quais as criações seriam feitas. “Hoje, a persona Helen, que traduz essa mulher antenada, independente, poderosa, e que ama moda, é a número um da loja”, salienta a estilista. Há um ano, ela lançou a linha de camisaria e já está pronta para introduzir a tricoline na coleção. O puro algodão vai conviver com tecidos e estampas elaborados em conceituados escritórios italianos. Mas, segundo ela, não basta apenas produzir peças interessantes se a modelagem não funciona.” Sou muito visual, a roupa tem que cair bem para ser encantadora”, assegura.

Inverno em círculo Os círculos simbolizam a união das mulheres que, juntas, redescobrem e aprimoram a liberdade das suas escolhas. Por isso, essa forma geométrica foi escolhida para representar, de forma simples e direta, a mulher Bárbara Bela. Comprimentos míni, mídi e longos ganham representatividade, assim como as mangas são protagonistas – elas chegam volumosas, estruturadas e, ora ou outra, com texturas e transparências.
 
Tecidos nobres italianos prevalecem e se unem à delicadeza das rendas francesas, ao toque puro da seda e às texturas que aparecem tanto no tule quanto na organza italiana com poás. Essa alquimia entre modelagem e tecido gera shapes atuais, que já chegam como desejo. Entre eles, os cafetãs, as peças superajustadas ao corpo, caimentos fluidos e retos.
 
A cartela de cores mantém o preto como destaque em companhia do roxo, azuis e verdes. Já as nuances vibrantes – pink, vermelho, amarelo – chegam para alegrar e dar o ponto de luz necessário à coleção.

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