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Estado de Minas UNDERTOP

Em nome da autoestima


postado em 23/02/2020 04:00

(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)


Top e body costumam ser complementos de uma coleção. Na Undertop, é o contrário. A marca de São Paulo, que desfila na Semana de Moda de Nova York, é especializada em peças que ajudam a compor um look para festa, praia ou escritório. “Muitas marcas fazem body e top, mas só um ou dois, é sempre um produto secundário. Esta inversão deu vida à Undertop”, destaca a diretora-criativa Juliana Mansur, que buscou o diferente pela vontade de levantar a autoestima das mulheres.
 
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
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Modelagem é um aprendizado constante para a Undertop. Nos bodies, Juliana gosta de trabalhar com o que chama de bumbum retrô, ou seja, a parte de trás cobre o bumbum inteiro. As clientes não gostam de fio dental e o meio termo marca demais. “Este é o bumbum que acho mais bonito e elegante.” Ter ou ter fecho é outra polêmica. Sem fecho as mulheres não aprovam, botão afrouxa com o tempo, então chegou-se a um fecho de gancho padrão. Mas vira e mexe ela pensa em voltar parao botão.
 
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
A maioria dos tops são de tule com forro e bojo removível para não marcar. Juliana observa que as mulheres usam cada vez menos sutiãs, então sempre pensa em soluções para garantir mais sustentação. Mas ela avisa: “Dá para ter top que sustenta, mas nunca é igual ao sutiã, porque não tem aro embaixo, fecho, estrutura.” Normalmente, os modelos retos e com base mais larga dão mais segurança. Recortes e tiras deixam os tops mais charmosos, ao mesmo tempo em que diminuem a sustentação.
 
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
Fora o tule, que faz parte do DNA da marca e sempre acrescenta alguma transparência, o mix de tecidos muda a cada coleção. Nesta temporada, a designer usou pela primeira vez o jeans e o crepe, ambos com elastano. “Preciso que a peça dê aderência ao corpo. Posso até usar tecido plano, mas tem que ser em um modelo mais blusê, senão não encaixa.” Ainda em destaque, um tipo de seda com poá de veludo e um tecido preto brilhante formado por pequenas pastilhas.
 
A marca privilegia as peças lisas, que podem ser usadas em várias combinações. Além dos básicos preto, branco, off white, azul marinho e bege, as cores variam de acordo com a estação. O inverno desta vez traz vinho, verde oliva e camelo.
 
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
(foto: Larissa Felsen/Divulgação)
 
As outras peças passaram a ser desenvolvidas a pedido das clientes, que queriam sair da loja com o look completo. Mas bodies e tops continuam sendo maioria. Calça, casaquinho, hot pant, segunda pele e saia complementam as coleções. A marca tem dois modelos clássicos de saia, uma longa com três camadas de babados na barra e forro solto e outra midi com forro fixo e nesgas na parte de baixo. A cada coleção, surgem novas propostas, entre elas saia lápis e evasê.
 
Juliana defende que a moda não pode ser descartável, por isso sempre se preocupa com a versatilidade das peças. Todas devem transitar entre várias ocasiões. “Faço saia com tule bordado que tem forro solto que pode ser usada para ir ao shopping. Se você tirar o forro, coloca um body e vai para o luau ou coloca um biquíni e vai para a praia”, exemplifica. A mesma saia de veludo pode estar em um coquetel com salto alto ou em um passeio de dia com tênis e camiseta.
 
A busca por uma moda mais atemporal levou a designer a lançar agora a linha Basics, com cores e modelagens sem data de validade, e que vão ser encontradas na loja o ano inteiro. São três modelos de body (regata, manga curta e manga longa), todos mais fechados na frente, sem tiras e com a transparência do tule nas mangas, e três de top, um bem reto quase de ginástica, um reto com alcinha e outro nadador. “São estéticas diferentes, mas acredito que trazem mais sustentação.” Ainda tem saia e camiseta.

FEMININA O que motiva Juliana a focar em top e body? A vontade de ver a sua roupa extrair o que a mulher tem de melhor. “Tento ensinar a cliente a usar as peças em seu benefício para que esteja elegante, feminina, segura e feliz com o próprio corpo”, aponta. Não que a Undertop seja uma marca que atende 100% das mulheres, mas com o tempo ela passou a trabalhar com opções mais abrangentes, pensando em diferentes corpos, como modelagem blusê, manga longa e tamanho GG.

Autoestima é um assunto que interessa muito a Juliana e mais: faz parte do propósito da marca.
“Faço roupa para que a mulher se olhe no espelho e enxergue a sua beleza, não importa se é alta, baixa, magra, gorda, loira, morena ou negra. Acredito que todo mundo tem algo de bom.” A ajuda extrapola as clientes e chega às mulheres de baixa renda da ONG Nova Mulher, que fica na periferia de São Paulo. Através do projeto “Mulheres reais”, elas participam de um curso gratuito de um ano com foco em empreendedorismo e autoestima. A terceira edição começa agora.
 
Desfilar em Nova York não era um plano. Dois meses depois de lançar a marca, Juliana viajou para a cidade disposta a apresentar seus produtos a lojas. Nessa caminhada, conheceu a multimarcas Flying Solo, que reúne designers do mundo inteiro. A Undertop se tornou marca residente e logo recebeu o convite para participar da semana de moda norte-americana. “Tinha sete tops e nada mais. Em um mês fiz a coleção inteira”, conta. A coleção desfilada lá desembarca imediatamente no Brasil.
 
A presença na passarela de Nova York há sete temporadas ajudou a marca a ficar conhecida e impulsionou o investimentos nos canais de venda. Através do e-commerce, a Undertop vende para qualquer lugar do mundo. Há pouco mais de ano, surgiu a oportunidade de abrir uma loja em um shopping de luxo em São Paulo. Os tops e bodies também estão disponíveis em multimarcas em outras cidades, como Goiânia, Santos e Teresina. Belo Horizonte ainda não.


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