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Estado de Minas

Novo perfil de pais ainda não se vê representado na publicidade


postado em 04/08/2019 04:08

Que tipo de pai é o seu? Qual o seu estilo? Esportivo ou conservador? Roqueiro, motoqueiro, pagodeiro ou mais clássico? Seu pai se enquadra mais no perfil superprotetor, companheirão, emotivo ou é mais largado, brincalhão, enturmado? Ou será que seu "velho" se enquadra mais no perfil dos pais ainda mais antenados, que cuidam da casa, dos filhos e ainda trabalham fora. Seja qual for, o certo é que no próximo domingo é dia de comprar aquele presente que traduza seu sentimento por ele. Por isso, o comércio está mobilizado para ajudá-lo na melhor escolha, adequando o presente ao orçamento que caiba em seu bolso. Ou seja: o famoso custo-benefício. 
 
O melhor modo de dar aquela "forcinha", principalmente aos filhos mais indecisos, continua sendo a publicidade. Mas pense bem na hora de fazer a sua escolha. Recente pesquisa realizada pelo Google Consumer Survey constatou que um novo perfil de pais brasileiros não se identifica com a imagem paterna na publicidade. Segundo o estudo, os pais avaliados querem que as campanhas incorporem a figura do pai protagonista, cuidador e presente no cotidiano doméstico. Eles querem a construção da imagem de pais com postura cada vez mais participativa dentro de casa e na criação dos filhos, esses pais se sentem mal representados nas campanhas publicitárias. O levantamento online feito com 500 pessoas mostra que somente 35% dos pais se identificam com a imagem atualmente projetada pela publicidade brasileira. 
 
PROVEDOR A principal crítica vai para a tradicional imagem do pai provedor, que garante o sustento econômico, mas não se envolve profundamente com os aspectos da vida doméstica, assumindo papel de coadjuvante na criação dos filhos. Dos entrevistados, 39% disseram que dividem igualmente a responsabilidade de criar os filhos e 36% de cuidar da casa. As características citadas que desagradam os entrevistados são a imagem de "pai perfeito" (41%), pai com papel secundário ou coadjuvante na criação dos filhos (32%), pais muito rígidos e autoritários (30%), pai que está sempre trabalhando e pouco presente em casa (27%), pai só presente na hora da diversão: brincadeira, futebol (26%) e pai pouco atuante nos cuidados diários e no cotidiano (23%).
 
Assim, o momento é propício para uma reflexão no meio. Muitas campanhas não estariam cumprindo sua missão de ajudar na escolha mais assertiva do presente. Afinal, os tempos são outros, a construção familiar se diversificou, o comportamento do consumidor está cada vez mais volátil e é histórico que a publicidade sempre se dedicou mais às campanhas para o Dia das Mães, que é a segunda melhor data comercial do ano, do que dos pais. Para ver o estudo completo, acesse www.thinkwithgoogle.com.

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